Trabalhadores do Iases articulam grupo em defesa da socioeducação

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GT iasesCom o objetivo de  garantir o cumprimento do Estatuto da Criança e do Adolescente (ECA) e do Plano de Atendimento Socioeducativo, servidores do Iases se mobilizam para construírem o Grupo de Trabalho (GT) de Socioeducação. Na última sexta-feira, 10, funcionários do Iases se reuniram com dirigentes do Sindipúblicos para discutir formas de mobilização e articulação dos servidores para formação do GT.

A proposta do GT surgiu de um grupo de trabalhadores da instituição preocupados com os rumos da socioeducação no Brasil, que hoje segue a lógica do encarceramento dos adolescentes, entre outras violações de direitos. A assistente social e servidora do Iases, Andressa Silva Velozo participou da reunião e é uma das funcionárias que integra a formação do GT.

“A ideia de criação de um GT veio diante da necessidade que temos de fortalecer a luta política dos trabalhadores em socioeducação. Precisamos garantir o cumprimento do ECA, do Plano de Atendimento Socioeducativo e das outras políticas nacionais de atendimento a adolescente que comete ato infracional. Queremos a formação do GT articulada ao Sindipúblicos pois entendemos que esse é o sindicato que nos representa”, destaca.

A iniciativa dos trabalhadores do Iases é fundamental para a luta por um sistema socioeducativo de qualidade no Estado, como destaca o diretor do Sindipúblicos, Rodrigo da Rocha Rodrigues. “Quem faz o Iases funcionar são os servidores. Os dirigentes estão na instituição por tempo limitado e são os profissionais concursados que ficam para dar continuidade ao trabalho. Esse grupo é a semente de uma organização da categoria para dar rumo novo à instituição e garantir a proteção e os direitos dos adolescentes atendidos”.

Conforme já publicado pelo Sindipúblicos, o Espírito Santo foi novamente condenado pela Corte Interamericana de Direitos Humanos (CIDH), no âmbito da Organização dos Estados Americanos (OEA), pelo péssimo atendimento do sistema socioeducativo para adolescentes que cometem ato infracional. Os relatos são de agressão entre internos, uso abusivo de algemas, agressões, ameaças e castigos com encarceramento. Em 2011, o Sindipúblicos denunciou à OEA a situação caótica da Unis e o alto número de trabalhadores temporários na instituição.