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Desrespeito de Casagrande aos servidores públicos reflete nas urnas


casagrande_eleicoesNão há porque criar expectativas em razão da derrota implacável do atual governador Renato Casagrande. Afinal, Casagrande e seu principal adversário que saiu vitorioso, Paulo Hartung,  apresentam o  mesmo estilo de gestão, caracterizada por péssimas relações com os movimentos sociais, práticas de desmonte dos serviços públicos alinhadas à política de favorecimento a grandes grupos empresarias (em especial os poluentes) e, ainda,  a “usina” de renúncias fiscais.  Em um cenário de várias leituras, uma delas é a de que  o gerente genérico devolve o lugar para o original.

Os olhares mais críticos e atentos sabem muito bem que pouca coisa mudará em termos de gestão das políticas públicas.  O projeto de estado mínimo articulado pelo poder financeiro vem sendo implementado a cada dia e com muito mais força, independente de qual governante. Afinal, eles são eleitos pelo dinheiro dos grupos econômicos e a eles devem obediência.

No tocante ao funcionalismo público, já temos referência  da prática dos oitos anos de governo de PH,  que  Casagrande também fez questão de copiar: descaso às reivindicações, falta de diálogo objetivo e resolutivo, descumprimento da Constituição, excesso de cargos comissionados e Designações Temporárias  (DT’s).

É notório que a cúpula do governo Casagrande desde o início só fez “gol contra”. Seus assessores e secretários tornarem-se seus maiores adversários, pois atuaram com truculência e desrespeito com os servidores públicos. A empáfia foi o muro nas relações com os movimentos sociais.

Apesar de inúmeras solicitações do Sindipúblicos, o governador Casagrande nunca se reuniu com a categoria para discutir as diversas demandas reprimidas do funcionalismo público estadual.

Numa conta de improviso, boa parte dos 80 mil servidores públicos (sem contar familiares) poderiam ter feito a diferença a seu favor pelo menos para garantir um segundo turno. Com a  falta de preparo e sensibilidade política do governador e sua equipe, a gestão Casagrande colhe o que plantou: a indiferença dos servidores, ainda que o futuro não seja promissor.

O  Sindipúblicos reafirma seus princípios de continuar ao lado dos trabalhadores, mobilizando as categorias de sua base de representação,  buscando garantir e ampliar direitos tais como, valorização, condições de trabalho, qualidade de vida, gestão transparente e ética, pois são fatores indispensáveis aos serviços públicos de qualidade.

 

Diretoria do SINDIPÚBLICOS