Sabatina com presidenciáveis traz propostas para o serviço público; confira o que cada um defende

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Jornal escutou Lula, Augusto Cury, Renan Santos, Ronaldo Caiado e Romeu Zema. Flávio Bolsonaro negou participar.

 

Uma coluna do jornal O Globo/Extra, assinada por Beatriz Coutinho, ouviu cinco dos principais presidenciáveis do país sobre seus compromissos com o funcionalismo público federal. Foram procurados Lula (PT), Flávio Bolsonaro (PL), Augusto Cury (Avante), Renan Santos (Missão), Ronaldo Caiado (PSD) e Romeu Zema (Novo) — os seis que mais pontuaram na pesquisa Quaest divulgada no dia 7. Apenas Flávio Bolsonaro recusou participar da sabatina.

Em carta conjunta enviada aos candidatos, a Fenasps e a Condsef, que representam trabalhadores da saúde, trabalho, previdência e assistência social, reuniram mais de 30 reivindicações, entre elas a criação de auxílio-nutrição para inativos e a equiparação de benefícios entre os Três Poderes.

O que os candidatos disseram

Os presidenciáveis responderam a três perguntas principais: o que os servidores podem esperar de cada governo, quais mudanças pretendem implementar na administração pública e se trabalhariam para repor os 70 mil servidores que devem se aposentar até 2030.

Lula aposta na regulamentação da negociação coletiva com servidores e na manutenção do Concurso Nacional Unificado como porta de entrada. Augusto Cury defende modernização, digitalização e um diagnóstico por área antes de decidir onde repor vagas. Renan Santos propõe separar carreiras típicas de Estado — que manteriam estabilidade — das demais, que passariam a depender de avaliação de desempenho. Ronaldo Caiado afirma que o quadro atual já permite atender a população sem novas contratações amplas, priorizando corte de cargos comissionados. Romeu Zema defende uma reforma administrativa focada em eficiência, mas não respondeu diretamente sobre reposição de pessoal via concurso.

Servidor capixaba

Apesar de as respostas serem voltadas ao funcionalismo federal, os servidores estaduais devem ficar atentos às propostas de cada presidenciável. Isso porque decisões tomadas no âmbito federal frequentemente influenciam a formulação de políticas em estados e municípios, servindo de modelo — seja para reformas administrativas, critérios de avaliação de desempenho, regras de concurso público ou mudanças na estrutura de carreiras. O que for definido para o funcionalismo federal nos próximos quatro anos tende a orientar, direta ou indiretamente, os rumos da gestão de pessoal também no Espírito Santo.

Para conferir a íntegra das respostas de cada candidato clique aqui. 

 

 

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Texto: Douglas Dantas Foto: Divulgação