
A população capixaba recebeu o alerta dos servidores do Estado contra o caos nos serviços públicos durante o segundo dia de manifestações do Apagão de Todos os Serviços Públicos Estaduais, nesta quarta-feira, 16 de setembro. Mais uma vez, as pessoas nas ruas manifestaram apoio aos servidores e receberam panfletos informativos, além de sacolas com chuchus, em alusão ao descaso do governador Hartung com o povo capixaba.
Seguindo a dinâmica do movimento, durante a manhã, as manifestações aconteceram nas sedes das secretarias de Estado, órgãos e autarquias. Às 14 horas, os servidores se concentraram em um ato público de encerramento do dia do Apagão, que aconteceu na porta da Secretaria de Estado da Educação (Sedu), na Avenida César Hilal, em Vitória.
Conforme edital de convocação previamente publicado, durante o Apagão dos Serviços Públicos, nos dias 15, 16, 17 e 18 de setembro, os servidores se reúnem em Assembleias Setoriais. Os pontos de pauta debatidos nas Assembleias são a recomposição das perdas salariais dos últimos doze meses, o estabelecimento de uma data base, o pagamento imediato do auxílio alimentação e a criação de uma mesa permanente de negociação com o governo.
A luta dos servidores, unidos no Fórum das Entidades dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Fespes), tem como finalidade a devida prestação de serviços públicos à sociedade. Os servidores e a população capixaba não aceitam mais o discurso falido de crise, pregado pelo governador Hartung. O governo cortou verbas em áreas como saúde, educação e segurança e não se preocupa com o sofrimento do povo. Ao contrário dos servidores, que mesmo neste momento de luta, mantém todos os serviços essenciais à população em devido funcionamento.
Apesar de o governo do Estado ter tentado impedir a realização do movimento, que é legítimo e segue todos os trâmites legais para sua realização, a Justiça negou o pedido liminar do Executivo e nesta quinta-feira, 17 de setembro, as atividades do Apagão estão mantidas. A concentração do terceiro dia do Apagão acontece na porta do o Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), na Enseada do Suá, em Vitória.

Apagão
O termo “Apagão”, da campanha publicitária do Fespes, faz alusão ao termo utilizado pelo próprio governador – inclusive em entrevista à imprensa. Ao falar da suposta crise financeira pela qual a atual gestão garante que passam os cofres estaduais, Hartung afirmou que os serviços públicos poderiam passar por um “apagão” caso os cortes nas verbas não fossem feitos.
Do mesmo modo, a campanha “Hartung, esse abraço eu não quero” refere-se ao abraço pedido pelo governador ao povo capixaba durante a campanha eleitoral. Afinal, após eleito, o governador tem dado um “abraço” muito mais espinhoso na população, com cortes nas verbas de áreas essenciais, como saúde, educação e segurança.