Sindipúblicos reafirma seus compromissos estatutários na defesa da democracia

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O Sindipúblicos, fundado em 1989, só após a ditadura militar, visto que antes os militares proibiram sindicatos de servidores, vem reafirmar a defesa da democracia e o repúdio contra a tentativa de golpe seguindo seus preceitos estatutários que determinam

VI – Manter relações com outras entidades sindicais, movimentos populares e culturais e outros segmentos organizados da sociedade, desde que constituídos para lutar em defesa das liberdades individuais e coletivas e pelo fortalecimento da democracia.

VII – Defender de todas as formas que estiverem ao alcance os princípios que regem a Administração Pública, a Probidade Administrativa, os Direitos Humanos, a justiça e a dignidade do Trabalho e do Trabalhador.

Cabe destacar que somente em um regime democrático é possível garantir direitos, realizar negociações e sustentar lutas sindicais.

Sendo assim, o Sindipúblicos reforça a importância da sociedade e dos servidores públicos estarem presentes nos atos em memória do 8 de janeiro.

Em Vitória, a manifestação será às 17h30 na Praça Costa Pereira nesta quarta-feira (8).

Pesquisa

Pesquisa divulgada pela Genial/Quaest na última segunda-feira (6) reforça a condenação da sociedade brasileira aos ataques golpistas de 8 de janeiro de 2023. Segundo o levantamento, 86% dos brasileiros desaprovam as invasões às sedes dos Três Poderes em Brasília. Apenas 7% apoiam os atos, enquanto outros 7% preferiram não opinar.

A sondagem, realizada com 8.598 entrevistados em todas as regiões do país entre 4 e 9 de dezembro de 2024, evidencia a solidez do sistema democrático no Brasil, mesmo após um ano dos acontecimentos.

Para Felipe Nunes, diretor da Quaest, os números refletem a força da democracia brasileira. “A rejeição aos atos demonstra a resiliência das instituições e a responsabilidade da sociedade em preservar a estabilidade política”, afirmou.

Sindipúblicos defende punição exemplar e rejeita anistia

O Sindipúblicos reforça o repúdio da sociedade brasileira aos golpistas e seus comandantes, civis e militares. Defendemos o arquivamento imediato de qualquer projeto que preveja anistia e a responsabilização judicial de todos os envolvidos, incluindo Jair Bolsonaro, indiciado pela Polícia Federal.

Anistiar golpistas seria um risco que, em um futuro breve, se concretize golpes contra as instituições democráticas, inclusive os sindicatos.

Bolsonaro e a trama golpista

Metade dos entrevistados acredita que o ex-presidente Jair Bolsonaro teve influência direta na organização dos ataques. Além disso, 48% consideram que ele participou ativamente da tentativa de golpe investigada pelo Supremo Tribunal Federal (STF).

Indiciado em novembro de 2023 ao lado de outros 36 acusados, Bolsonaro é apontado por crimes como tentativa de abolição violenta do Estado Democrático de Direito, golpe de Estado e organização criminosa. A Procuradoria-Geral da República (PGR) analisa o caso e deve apresentar denúncias nos próximos meses.

Entidades participantes

As manifestações incluem organizações como a Unidade Negra Capixaba, a Frente Brasil Popular, Médicos e Juízes pela Democracia, além de parlamentares progressistas. Em Brasília, a cerimônia oficial contará com representantes dos Três Poderes e de instituições culturais, como o Ministério da Cultura (MinC) e o Instituto do Patrimônio Histórico e Artístico Nacional (Iphan).

Reprovação ampla e sem anistia

O repúdio aos atos golpistas é homogêneo entre regiões e faixas etárias. No Nordeste, 87% desaprovam as invasões, enquanto no Sul e no Sudeste o índice chega a 86%.

Os números são um indicativo claro contra qualquer tentativa de anistia aos golpistas. O Sindipúblicos destacou que “é fundamental que o Estado brasileiro demonstre sua força institucional, garantindo que todos os envolvidos, independentemente de seu status, sejam julgados e punidos”.

Democracia consolidada

A pesquisa também traça paralelos com eventos semelhantes no exterior, como a invasão ao Capitólio nos Estados Unidos em 2021. Ao contrário do Brasil, onde a aprovação aos atos permanece baixa, nos EUA o índice subiu de 9% para 20% ao longo de dois anos.

Especialistas apontam que a postura firme do governo Lula em tratar o caso dentro dos limites da lei foi essencial para evitar a polarização extrema e consolidar o repúdio aos ataques. “Ditadura nunca mais. Sem anistia!”, afirmou o líder do governo na Câmara, José Guimarães (PT-CE).

A data será lembrada como um marco na luta pela democracia brasileira, com a reafirmação do compromisso de punir os responsáveis e garantir que episódios como o de 8 de janeiro nunca mais se repitam.

 

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