

Face ao atentado nas escolas em Aracruz, a Associação dos Docentes da Universidade Federal do Espírito Santo (Adufes) em conjunto com o Sindicato Nacional dos Docentes das Instituições de Ensino Superior (Andes) promoveram na noite desta quarta-feira (30) na Ufes um encontro com movimentos sociais, entidades sindicais, parlamentares do campo progressista, partidos e profissionais da educação básica para debater a conjuntura de escalada fascista no Espírito Santo que culminou no atentado contra as escolas no município de Aracruz.
O Sindipúblicos esteve presente sendo representado pelo seu vice-presidente Rodolfo Melo que enfatizou a importância do governo assumir a tarefa de investigar as células nazistas no Espírito Santo.
No primeiro momento do encontro houveram relatos do ocorrido por profissionais da educação que estavam presentes nas escolas atacadas e num segundo momento foi dado amplo espaço a falas para que os presentes colaborassem com propostas que contribuam para o combate ao fascismo em solo capixaba.
Os representantes das entidades e os parlamentares presentes enfatizaram a necessidade de o governo Casagrande apresentar planos e treinamento dos profissionais para encarar situações como essa que, segundo os participantes, tendem a se repetir. Cobram também maior respeito e acolhimento às vítimas, bem como a conclusão do ano letivo haja vista ter sido cumprido mais de 75% da carga horária exigida por lei.
Rodolfo Melo também alertou sobre a importância de uma política de memória para que estudantes e população não esqueçam dos horrores do holocausto e das ideias de extermínio que representa os grupos de extrema direita. “Na Alemanha, Auschwitz está de pé e aberta à visitação, para que nenhum alemão e europeu se esqueça do que foi e o que é a horda fascista”.
Ainda no campo das propostas, Rodolfo sugeriu a organização da sociedade civil “para além do campo da institucionalidade, é de suma importância a formação de brigadas antifascistas para vigiar e denunciar tanto as redes sociais como também suas comunidades, igrejas e agremiações”.
Dentre as propostas discutidas ficaram estabelecidas a criação de um Fórum de Combate ao Fascismo no ES, a produção de uma Carta Aberta à sociedade e autoridades cobrando apoio à comunidade escolar vitimada pela tragédia em Aracruz e apuração rigorosa da ação nazista motivadora daqueles crimes.
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Foto: Adufes/Google Maps
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