


Após quase ser extinto pelo governo Hartung, o Iema está em um profundo ‘coma induzido’, conforme denúncia de servidores durante assembleia realizada na sede da autarquia nesta terça-feira, 29 de maio.
Sem autonomia, como determina a legislação, a autarquia tem ficado totalmente à mercê das decisões da Secretaria de Meio Ambiente (Seama), comandada por Aladim Cerqueira, que cumprindo a política liberal do governo Hartung, está deixando o Iema sem infraestrutura e com falta de pessoal.
Mesmo após mais de uma década sendo questionada a contratação ilegal de motoristas por meio de cargos comissionados, o Iema e a Seama não abriram concurso para o cargo e agora, por determinação do STF tiveram que exonerar os profissionais, deixando toda a autarquia com problemas na locomoção dos demais servidores para realização dos mais diversos trabalhos de campo.
A falta de servidores efetivos também é uma demanda geral do Iema, que tem sido substituídos por temporários mesmo em cargos estratégicos de demanda contínua, mais uma ilegalidade do Iema.
Quanto ao quantitativo de servidores, há no Iema uma vacância de 137 vagas, conforme previsão da Lei de criação 248/2002. Ou seja, no mínimo esse quantitativo deveria ser reposto visto que já se passou mais de uma década do último concurso, sendo que houve no Estado expansão empresarial, industrial, agrícola e evolução/mudança em termos de pesquisa, legislação, novas abordagens de gestão ambiental, o que implica em aumento de demanda e de responsabilidades dos órgãos ambientais e consequentemente de necessidade de maior corpo técnico.
Para denunciar todos esses problemas que coloca em risco a fiscalização, o licenciamento e demais atividades do Iema, os servidores aprovaram um dia de luta para a próxima terça-feira, 05/06 (Dia Mundial do Meio Ambiente) a partir das 9h em frente a Assembleia Legislativa. Na ocasião será realizada uma assembleia e atividades para mostrar a sociedade os prejuízos causados pela política de sucateamento de Hartung no principal órgão ambiental do Estado.