

A aprovação da Secretaria das Mulheres, pela Assembleia Legislativa, nesta terça-feira (28), foi avaliada como positiva pelo Coletivo de Mulheres do Sindipúblicos.
Durante o último Encontro do Coletivo de Mulheres, as servidoras participantes colocaram a importância desta nova secretaria abordar e discutir as demandas das mulheres servidoras e trabalhadoras públicas.
Dentre as pautas, está a regulamentação do auxílio-creche e o combate a todos os tipos de assédio que serão encaminhadas à secretaria recém-criada.
“A criação da Secretaria de Mulheres chega num momento importante da luta por direitos para as mulheres. Os índices de violência no Espírito Santo são enormes e só com muito trabalho essa realidade será alterada. E para que esse trabalho ocorra, é necessário: estrutura, gente, dinheiro e respeito,” avalia Silvia Sardenberg, secretária-geral do Sindipúblicos.
Que ainda complementa “iremos levar as demandas das servidoras e trabalhadoras públicas do Estado para que ao menos as distorções que existem hoje no funcionalismo estadual possam ser corrigidas o mais rapidamente possível.”
Votação na Ales
Aprovado no último dia 28 de março, por 18 votos a favor e 5 contrários; o PLC 9/2023, que cria a Secretaria das Mulheres, levantou polêmicas com falas machistas de deputados que desconhecem a realidade vivida pelas mulheres no Espírito Santo e a luta das mesmas pelo reconhecimento dessa realidade e a consequente luta por alterá-la.
Como apresentado acima, a ampla maioria dos parlamentares votou pela criação da nova Secretaria, colocando a importância de ações afirmativas que contribuam para reduzir os índices de violência que as mulheres enfrentam em território capixaba.
Dentre os parlamentares que defenderam a proposta, a deputada Camila Valadão (PSOL) se destaca: “É para criar uma instância com capacidade, recurso para as políticas públicas (…) Queremos recursos, estrutura que dê conta da diversidade das mulheres, para que avancem nas políticas públicas e tirem a gente desse ranking (da violência)”, afirmou.
João Coser (PT) ainda destacou que a Secretaria não vai dar todas as condições e respeito que as mulheres merecem, mas que será um avanço na valorização das mesmas.
Com informações do site da ALES.