Por falta de servidores e investimentos, governo quer privatizar parques estaduais

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Alguns dos principais atrativos turísticos do Espírito Santo, que são os vários parques estaduais, podem em breve ter sua gestão privatizada. Essa é a intenção do governo do Estado, segundo a diretora presidente do Instituto Estadual de Meio Ambiente e Recursos Hídricos (Iema), Sueli Tonini, divulgou em entrevista à Folha Vitória.

“Conversamos com o pessoal da Secretaria de Turismo para manter o uso público. Os parques são unidades de conservação e é preciso cuidado. Nossos técnicos estão realizando estudos para conservação, e essa atividade concorre com a recepção. A ideia é de estimular a iniciativa privada a explorar. Para isso, será preciso organizar licitação ou concessão de uso público, da mesma forma como são feitas em outras unidades no Brasil e no mundo. Para que a recepção nos finais de semana e feriados não sobrecarregasse os técnicos, foi preciso interromper as atividades. Precisamos desses técnicos para monitorar a capacidade dos parques” comentou Sueli Tonini.

Ao invés de atender ao pleito da categoria, que é a regularização da escala dos servidores que atuam nos parques, além da abertura de concurso público para preencher o déficit existente, mais uma vez o Governo usa a justificativa da falta de pessoal para terceirizar a gestão dos espaços públicos.

Segundo os servidores, o governo insiste em não pagar a escala de plantão a que eles tem direito nos fins de semana, e que o Estado preferiu fechar os parques nesses dias à respeitar o direito trabalhista.  Além disso, seria preciso a regularização do cargo de Gestor de Unidade de Conservação, que seria uma obrigação institucional. Para piorar, os trabalhadores denunciam o abandono desses locais, que sem planos de manejo e projeto de conservação, coloca em risco a manutenção das unidades.

O Sindipúblicos repudia a atitude do Governo de negar o pleito da categoria e avalia as medidas cabíveis que possam reverter essa decisão do Estado.

A justificativa do Governo é, no mínimo, falha, e mostra a falta de preocupação efetiva do Executivo na manutenção dos parques estaduais, locais de preservação. Terceirizar a gestão de um parque poderia ocasionar até mesmo a “entrega” de preciosos bens naturais à iniciativa privada.