Hartung desconversa sobre corrupção em seu governo

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A Assembleia Legislativa tentou de todas as formas blindar o governador Hartung para evitar qualquer tipo de manifestação popular durante sua ‘prestação de contas’ realizada nesta quarta-feira, 28 de fevereiro.

Para isso, foi fechada as galerias com a ‘justificativa’ de manutenção impedindo assim que o povo acompanhasse o pronunciamento do governador.

Porém, as críticas e questionamentos da sociedade foram levadas pelo deputado Sérgio Majeski que questionou o envolvimento de membros do governo Hartung em denúncias de corrupção. “O senhor mesmo é réu em Mimoso do Sul”, comentou o deputado referindo-se ao processo sobre a construção de um posto fiscal no município, que consumiu recursos da ordem de R$ 25 milhões, e não saiu do papel.

Também cobrou do governador a falta de uma política de educação eficiente, visto a precariedade que se encontram as escolas estaduais e o fechamento de turmas e unidades.

No entanto, o governador desconversou e tentou desconstruir os questionamentos de Majeski. “A oposição é importante, mas não se pode revogar a lei da gravidade”, disse o governador, acrescentando: “Te respeito profundamente”, ao que Majeski respondeu: “Também respeito o senhor”, e pediu o afastamento das pessoas envolvidas nas denúncias, por serem ordenadores de despesa.

Além de Majeski outros poucos deputados fizeram leves cobranças ao governador, mas sem colocar o dedo nas feridas abertas no povo capixaba pela gestão Hartung durante os últimos anos. Janete de Sá cobrou delegacias contra as mulheres, lembrando que este ano foram registradas 74 mortes de mulheres, 34 na Grande Vitória. Eliane Dadalto questionou a precariedade do Hospital Geral de Linhares. Euclério Sampaio e Da Vitória também reforçaram a falta de investimentos na segurança pública.

Em sua maioria, as poucas críticas recebidas, Hartung levou para o lado pessoal e político e amenizou culpando a gestão anterior e se vangloriando mais uma vez no velho discurso de salvador da pátria, que o Estado estava falido e ele reergueu novamente. “Demos os passos necessários para mudar a trajetória do Espírito Santo. Para finalizar, disse que “O Espírito santo está prontinho para decolar”.

Esse discurso, porém, tem que ser combatido nas urnas. Não dá mais para o capixaba aceitar promesas vazias, e um governo que passa quatro anos segurando dinheiro em caixa e deixando inúmeras obras por fazer prejudicando toda a população, para ‘coincidentemente’ no último ano de seu governo ressurgir com os valores e retomar investimentos. Um bom gestor não cessa os investimentos, mas busca alternativas para garantir a qualidade dos serviços públicos com a devida valorização dos servidores durante todo seu governo e não apenas no último ano.

Com informações de Século Diário