

Apesar do governo Hartung anunciar o aumento no auxílio-alimentação, o valor continuará com uma defasagem de 65%.
Instituído em 1996, por R$176 reais (40h), caso fosse devidamente corrigido conforme os índices inflacionários (IGPM), o valor a ser pago aos servidores seria de no mínimo R$868,96. No entanto, passados 22 anos, Hartung corrigiu para apenas R$300 reais.
Valor este que dá uma média de apenas R$10/dia, bem abaixo do mínimo necessário para os servidores conseguirem se alimentar dignamente.
Enquanto os servidores do executivo irão receber este valor, o auxílio-alimentação dos magistrados, por exemplo, chega à R$1.925,01; na Ales à R$1057 e no MP-ES à R$1070,08. Mostrando a total falta de isonomia entre os poderes constituídos, que possuem a mesma importância para o desenvolvimento social.
Vale reforçar que durante anos o governo Hartung, que agora faz uso político do auxílio-alimentação, se negou a pagar para os servidores que recebiam por subsídio. Só retornou com o pagamento quando vislumbrou que iria perder a ação, movida pelo Sindipúblicos, nos Tribunais Superiores, já que no Tribunal de Justiça as cartas já estão jogadas contra os servidores públicos comuns, uma vez que os próprios desembargadores, também recebem por subsídio e possuem o auxílio-alimentação sem nenhuma ilegalidade
Agora, o Sindicato tem lutado para garantir o pagamento do retroativo. Como já era esperado, dos 28 desembargadores que compõem o Pleno, onze votaram contra o retroativo, dois a favor dos servidores; dois se declararam suspeitos e um se absteve. Os que votaram contra, justificaram que o pagamento do retroativo criaria um ‘desequilíbrio financeiro’ no Estado.
O Sindipúblicos continua acompanhando o julgamento no Tribunal de Justiça e acredita que as cortes superiores venham corrigir a inconstitucionalidade praticada pelo governo Hartung e que vem sendo reafirmada pelos desembargadores que votaram até o momento.