

O repetitivo discurso da crise estampado na maioria dos jornais do Espírito Santo parece não ter causado impactos às próprias empresas de comunicação do Estado. Até o momento o governo Hartung já empenhou mais de 19 milhões às empresas ligadas à comunicação e eventos no Espírito Santo no reforço do marketing de suas “não ações”.
Desse valor, já foram pagos efetivamente R$ 7.759.690,28. E para quem pensa que a política de governo é de cortes em todas as áreas, se engana, já que no primeiro levantamento realizado pelo Sindipúblicos, ainda em abril, esse valor era aproximadamente a metade, ou seja, o governo quase que dobrou sua estimativa em gasto com a mídia capixaba.
Esses valores são distribuídos entre agências de publicidade, empresas jornalísticas e editoras, responsáveis pela produção e veiculação dos anúncios institucionais do governo estadual, bem como empresas de organização de eventos.
Esses valores vêm de encontro ao discurso de falência do Estado e deveriam estar sendo utilizados para custear as despesas nos serviços essenciais à sociedade, como saúde, segurança, educação, entre outros.
É injustificável que Hartung prefira gastar com marketing a dialogar com a sociedade e investir em serviços públicos de qualidade. O Sindipúblicos entende que é preciso que Hartug deixe de lado os compromissos assumidos em campanha eleitoral com os grandes conglomerados de “comunicação” e passe a efetivamente a cumprir o papel social para o qual o Estado foi criado, ou seja, prestar serviços públicos para a sociedade que o remunera por intermédio de impostos. O Espírito Santo é extremamente carente de serviços de qualidade, pois não há investimentos em saúde, educação e segurança.
Quem abraçou o Paulo, agora Hartungue.
Clique aqui e confira relatório obtido junto ao Portal da Transparência de repasses às empresas.
*Na lista de despesas, estão incluídos os gastos com assinaturas de periódicos e jornais.