

O governo estadual exonerou toda diretoria do sistema RTV (Rádio Espírito Santo e Tv Educativa) após as inúmeras denúncias dos sindicatos representantes dos profissionais que trabalham nas emissoras. Nos últimos anos, o sucateamento foi agravado chegando a colocar até mesmo a vida dos servidores da TVE em risco.
O caos instalado nas emissoras é reflexo da má-gestão da direção, que atuava com morosidade e ineficiência travando os processos para compras dos mais básicos equipamentos necessários para o funcionamento das emissoras.
Entre os casos mais graves destaca-se o do transmissor da Rádio Espírito Santo que aguarda há anos para ser instalado, ficou longo tempo às intempéries do tempo correndo o risco de total deterioração. Ainda na Rádio, um estúdio foi montando com a mão-de-obra voluntária dos próprios profissionais, mas na visita realizada pelos sindicatos, não estava funcionando por falta de apenas um computador. Na TV Educativa, o sucateamento é geral, apesar da antena ser digital, as ilhas de edição e até mesmo o controle-mestre são analógicos e só estão funcionando graças à inúmeros “remendos” realizados pelos profissionais. “Vivemos um caos instalado, não fosse o amor dos profissionais, as emissoras já teriam saído do ar. Falta tudo, a precariedade é enorme, sem contar os casos de violência como assaltos a servidores dentro do pátio da TV. Colegas de outras emissoras quando constatam como trabalhamos chegam a dizer que fazemos milagres” desabafa um servidor.
As mudanças
Para a presidência do sistema, no lugar de Sérgio Egito, entrou Geraldo Magela, profissional que já atuou na Rede Gazeta e foi um dos responsáveis pela implantação da Tv Assembleia; Marília Targueta, que estava na direção da TVE, foi substituída pela jornalista Rozana Ottoni; e para a direção da Rádio Espírito Santo, entra Arthur Wernersbach Neves. Já a diretoria administrativo-financeira, que foi ocupada por Rose Duarte, e estava sendo ocupada pelo servidor José Neponucemo, continua em aberto.
O Sindipúblicos espera que a nova diretoria atenda as demandas da sociedade que exige uma comunicação pública de qualidade. Se não houver uma gestão séria e eficiente, haverá o colapso do sistema RTV. A prioridade é a mudança da sede da TV para um lugar onde se possa trabalhar com a mínima dignidade e segurança, além da realização de concurso público que nunca foi realizado e investimento em equipamentos.