

Enquanto que para os servidores públicos a Seger só traz dificuldades na concessão de direitos, para a subsecretária Sandra Bellon “o céu é o limite”.
Todo trabalhador brasileiro tem direito a gozar de 30 dias de férias a cada ano trabalhado, podendo esses ser acumulados por no máximo dois anos.
No entanto, para a subsecretária de gestão e recursos humanos do Espírito Santo, Sandra Bellon, os benefícios foram além da legislação. Segundo apurado pelo Sindipúblicos, a subsecretária teria ficado sem tirar férias parciais ou integrais nos anos de 2003, 2004, 2005, 2008, 2009, 2010 e 2013.
Apesar disso, só em 2013, quando já teria prescritos os prazos para reclamações trabalhistas, que é de cinco anos, a subsecretária requereu o pagamento de todo esse período, o que gerou um total de R$ 33,4 mil de indenização.
Além disso, a Seger também beneficiou a subsecretária ao negar que Bellon gozasse o período de férias referente a 2010, mesmo já estando há mais de dois períodos sem usufruir desse direito, e mesmo sem respaldo legal, foi autorizada a indenização referente ao período.
Toda essa situação referente às férias não gozadas de Bellon teria servido para o enriquecimento ilícito da subsecretária, e sendo assim, o Sindipúblicos realizou uma representação onde solicita que o Ministério Público aceite a denúncia e apure-a com o intuito de garantir a lisura dos atos na administração pública.
O Sindicato avalia ser inaceitável que a subsecretária que realiza toda gestão dos recursos humanos do Estado tenha utilizado de artifícios para benefício próprio.