
Mais uma vez as promessas não foram cumpridas, principalmente, em relação à Lei 637/12, e os Agentes de Suporte Educacional, após Assembleia Geral Permanente, no último dia 13, decidiram permanecer em Estado de Greve e reforçar a luta com novas ações.
A última resposta vinda para a categoria foi que o governo vai negociar apenas dois pontos da pauta enviada com várias reivindicações. Apresentou um cronograma com a promessa de alinhamento da categoria à lei 637/12 e abertura de concurso para mais de 500 vagas.
Entretanto, o período desse cronograma é longo e poderá ser protelado por mais tempo, já que existem diversas variáveis durante esse prazo como o recesso parlamentar em dezembro e o ano eleitoral em 2014. Esta atitude só reforça o total abandono por parte do Governo em relação à luta da categoria por melhorias.
As ações a partir de agora serão: reivindicar um ajuste no cronograma apresentado para que o alinhamento seja feito até o dia 15 de outubro e a sua retroatividade seja referente ao mês de março deste ano, já que os primeiros ofícios são datados dessa época e, também, pelo fato da Seger ter garantido a retroatividade a outras categorias.
Além disso, eles querem uma reunião com os secretários de Governo, de Gestão, Recursos Humanos e da Educação, até o próximo dia 19, para se discutir os outros pontos da pauta com as solicitações enviada há sete meses.
Também solicitam uma campanha, por parte do Estado, sobre o crime de Assédio Moral, em que a maioria dos Agentes de Suporte Educacional vem sofrendo em muitas unidades. Assim como, querem a imediata abertura de vagas do Concurso Público para a categoria.
O que vale ressaltar é que os Agentes continuam dispostos a negociar com o Governo todos os pedidos da pauta de reivindicações. Porém, se espera um pouco mais de responsabilidade da parte do Estado, para que oficialize as respostas junto ao Sindipúblicos e assim a categoria receba o que realmente está sendo cumprido.
Os Agentes clamam pelo cumprimento da Lei que já existe, e que os servidores sejam respeitados com igualdade, pois é inadmissível uma categoria da Educação ser tratada da forma como vem acontecendo, não é dada a mínima importância para a classe.
A realidade é que a educação estadual pede socorro e o cumprimento da Lei 637/12 é de suma importância para os profissionais administrativos da educação. E devido ao longo tempo de reivindicações, muitos Agentes de Suporte Educacional já pediram exoneração, principalmente pela desvalorização funcional tornando a carreira de péssima atratividade, com isso, o Estado acaba perdendo profissionais de extrema capacidade, conhecimentos técnicos e tecnológicos para servir bem à população que paga para ter um serviço público de qualidade.
Importante! A greve ainda não foi deliberada tendo em vista a contraproposta exposta pelo Governo. Porém, o estado de greve permanece, já que ainda continua a total insatisfação da categoria com as poucas migalhas ofertadas pela Gestão. As manifestações também continuam, e caso as negociações sejam negativas às reivindicações será chamada nova Assembleia Permanente para discutir a paralisação.