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Enquanto os consumidores serão penalizados devido a falta de gestão do governo Hartung quanto ao manejo dos recursos hídricos no Estado, sofrendo racionamento do abastecimento de água, a Cesan continua a blindar as grandes empresas no Estado, entre elas Vale e ArcelorMittal.

Em entrevista à uma rede de televisão e também a um jornal on-line, a diretoria da Cesan negou dizer quanto cada uma das empresas consomem. Na televisão, também fugiu das perguntas quanto como será realizado o racionamento nas indústrias e tem se limitado à dizer nos comunicados que as indústrias terão 20% de racionamento, mesmo as que proporcionalmente consomem bem acima da média das demais.

O diretor da Cesan, José Eduardo Pereira, não informou o percentual destinado às empresas Vale e ArcelorMittal. “São dados estratégicos dos clientes que não podem ser divulgados”.

Além disso, o empresariado capixaba mostra-se indiferente à Crise Hídrica. A Findes já divulgou que, no lugar de contribuir no racionamento, irá incentivar as indústrias a compensar os dias de racionamento gastando mais em outros dias, chegando até mesmo a penalizar os funcionários estendendo a jornada de trabalho nos dias sem racionamento.

Segundo dados divulgados pelo Século Diário em 2015, as duas empresas consomem 1/3 consomem um terço da água captada do rio Santa Maria da Vitória, principal responsável por abastecer a região metropolitana. A Arcelormital Tubarão recebe 800 litros por segundo, totalizando  69 milhões de litros por dia  de água sem tratamento da Cesan. Já para a Vale, a água é entregue tratada. E o consumo é de 120 litros por segundo, totalizando 10 milhões de litros por dia. Vale destacar que as empresas têm contratos com a Cesan para cotas maiores, e podem exigir mais água a qualquer momento.

A situação revela total falta de planejamento e gerência do governo Hartung, em que a Secretaria de Meio Ambiente e Recursos Hídricos, dentre outras autarquias e agências de regulação, sequer investiram os valores previstos no orçamento para conter a crise hídrica.

Para corrigir todo esse desequilíbrio, é preciso ainda que os legisladores façam leis para racionar corretamente a utilização da água, em que todos sejam igualitariamente responsáveis pelo consumo consciente e não apenas o cidadão.

Espera-se ainda que os órgãos de controle e fiscalização do Estado realize uma auditoria nas contas públicas questionando a não utilização dos recursos que deveriam ter sido investidos para evitar o racionamento.

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