

Mais uma vez, agindo de má-fé, o Estado encaminhou pedido à justiça capixaba para suspender imediatamente a greve do Ipem, iniciada em 25 de agosto.
Mesmo sem ter sequer convocado uma reunião de negociação, após o início da greve, o governo Hartung mostrou sua face autoritária e ditatorial em requerer ao Tribunal de Justiça a suspensão imediata da greve sem abrir nenhum diálogo.
A justiça capixaba, também sem buscar ouvir os lados envolvidos ou requerer uma audiência de conciliação, acatou os argumentos do Estado, que justificou o pedido relatando que a greve não seguiu os trâmites legais, o que é uma falácia, já que o Sindipúblicos seguiu estritamente todas as determinações da Lei de Greve Estadual (7311/2002).
Entre as mentiras, o governo Hartung diz que a população não foi comunicada sobre a greve e nem publicado edital. No entanto, o edital foi publicado no jornal de maior circulação diária, bem como noticiado por veículos informativos do Estado, além de nosso site e redes sociais.
Diante a liminar, que ainda ameaça o Sindicato em R$ 5 mil/dia, em caso de descumprimento, os servidores deliberaram por retornar às suas atividades mas continuarão mobilizados enquanto o Sindipúblicos irá entrar com recurso questionando a decisão da justiça capixaba, apresentando os procedimentos que o Estado alega não ter sido cumpridos.
Reivindicações
A categoria reivindica melhores condições de trabalho e valorização profissional para que possam desempenhar suas atividades com qualidade em favor da população capixaba. Os servidores entraram em greve devido ao governo Hartung ter negado toda a pauta de reivindicações: concessão de diárias com valor equiparado às do Inmetro; correção da tabela salarial, realinhamento da tabela de subsídios e plano de carreiras, criação de gratificações devido a sobrecarga e especificidades de algumas atividades.
IPEM
O Ipem tem a responsabilidade de executar a Política Nacional de Metrologia do INMETRO, mas a falta de profissionais, de condições de trabalho e a baixa valorização, têm dificultado a realização das principais atividades, quais sejam: fiscalização de postos de combustíveis; inspeção nas balanças de supermercados, padarias e outros estabelecimentos comerciais; fiscalização aos distribuidores de gás de cozinha; vistoria em taxímetros; checagem de peso de produtos já embalados, fiscalização de radares de velocidade, de tacógrafos em rodovias, de empresas de extintores de incêndio, dentre outros produtos que necessitam de certificação do Inmetro.

