
Finalmente o Governador Renato Casagrande resolveu se pronunciar sobre a verdadeira situação das finanças públicas do estado. Terrorismo ou não, o monólogo do coordenador da equipe de transição do governador eleito vinha ganhando corpo nos meios de comunicação, afirmando reiteradas vezes que as contas caminham para o vermelho, principalmente no que se refere às despesas com pessoal.
O silêncio do chefe do poder executivo (ainda de plantão) em contraste com as afirmações da equipe de Paulo Hartung, a indefinição do pagamento do auxílio-alimentação conforme decisão da PGE e, ainda, o suspense sobre a concessão do “abono natalino” deixaram os servidores apreensivos.
O fato do governador se pronunciar pode não ser tranquilizador, porém há pelo menos o empenho da palavra do atual chefe do poder executivo afirmando que a situação financeira do estado está sob controle. Isso permite apurar que lado está dizendo a verdade.
Que fique claro que não defendemos os gerentes passados, presentes ou futuros, afinal todos seguem à risca uma só cartilha. O preocupante é o próximo governo, a pretexto do discurso da quebradeira, manter a política de gestão de pessoas implantada pelo governo Casagrande, que não resultou na efetiva valorização dos servidores.
Cabe agora à Assembleia Legislativa e ao Tribunal de Contas, instituições responsáveis por fiscalizar as contas do Estado, vir à publico manifestar como de fato estão as finanças do governo estadual.