

Um dos pontos citados na reunião da diretoria do Sindipúblicos com o governador Renato Casagrande na última terça-feira, 13 de setembro, foi a falta de correção do auxílio-alimentação, um dos mais baixos do serviço público de todo o Estado.
O governador apenas sinalizou, sem entrar em detalhes, que aguarda um estudo da Seger e parecer da PGE para que o auxílio passe a ser concedido por meio de cartão eletrônico e tenha o valor reajustado.
A última atualização no auxílio-alimentação do Poder Executivo Estadual foi ainda em 2018, realizado pelo então governador Paulo Hartung, que instituiu o valor de R$ 300 (40h) pagos até hoje.
Foi ressaltado que, à época do último reajuste, o preço da cesta básica era de R$ 424,21 (Dieese, janeiro de 2019). Atualmente, os produtos básicos já custam ao trabalhador R$ 697,39 (Dieese, agosto de 2022).
Ou seja, o auxílio, que no momento de seu cálculo já era insuficiente, agora não paga nem mesmo metade do mais básico para a manutenção mensal de uma pessoa.
Ainda, foi chamada a atenção do Governador para a enorme discrepância que existe entre o pago aos trabalhadores do executivo e de outros Poderes. Também, que até mesmo as prefeituras municipais, que teoricamente possuem menos recursos, tratam mais adequadamente a alimentação de seus servidores.


Sobre o assunto, o governador afirmou que se encontra em processo de licitação a adoção de um cartão para pagamento do auxílio-alimentação e que, com a mudança do formato, será possível estabelecer índices de reajuste.
Questionada sobre o tema, a Seger apontou que o processo licitatório para implantação do pagamento via cartão se encontra na PGE para manifestação.
O vice-presidente do Sindipúblicos, Rodolfo Melo, ressalta, entretanto, a urgência no reajuste do auxílio-alimentação e a necessidade de que os servidores cobrem o andamento dessa pauta: “O processo licitatório já dura três anos, desde outubro de 2019, estendendo a penúria dos servidores e fazendo com que a enorme inflação no preço dos alimentos ocorrida nesse período tenha corroído a capacidade de compra do valor do vale. Isso piorou, em muito, a vida dos servidores que precisam desse valor.”
Rodolfo lembra, ainda, que o pagamento do auxílio-alimentação foi negado pelo Governo do Estado por muitos anos. Somente com a mobilização dos servidores e a manutenção do assunto na pauta de demandas cobradas dos gestores estaduais a parcela foi reestabelecida e paga ao funcionalismo.
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