
Realizado em 26 cidades brasileiras e várias no exterior, neste domingo, 08 de dezembro, atos públicos pediram o fim da violência contra as mulheres.
Iniciado no Chile, os atos fazem parte da ação dos “16 Dias de Ativismo pelo Fim da Violência Contra as Mulheres”.
Em Vitória, mulheres e demais apoiadores estiveram reunidos em frente a Assembleia Legislativa para cobrar leis mais duras e punição aos agressores. No Espírito Santo, só este ano mais de 29 mulheres foram vítimas de feminicídio, apenas três a menos que no mesmo período de 2018.
“A cada duas horas, uma mulher é vítima de feminicídio. A cada hora, quatro meninas são vítimas de estupro. Temos que nos manifestar para pedir políticas públicas que visem combater o fim da violência contra a mulher”, comenta Elizabete Scheibmayr, do Comitê de Combate à Violência do Grupo Mulheres do Brasil.
Para especialistas, os casos demonstram a necessidade do Estado reforçar políticas públicas de combate à violência, com programas integrados que vá além da punição, mas que atinja também a educação para uma cultura da paz.
Entre as participantes estavam as servidoras e diretoras do Sindipúblicos Sinara Rodrigues e Magna Manoeli.
“A luta pelo fim da violência contra as mulheres deve estar pautada em nosso dia a dia, no ambiente de trabalho” comenta Magna.
“É papel do Sindicato oferecer também apoio às colegas que sofrem violência no ambiente de trabalho e lutarmos pelo fim das desigualdades e pelo respeito”, complementa Sinara Rodrigues.
Ajuda
As vítimas devem procurar uma delegacia de polícia e/ou um CRAS (Centro de Referência de Assistência Social). Em caso de violência sexual, deve procurar imediatamente um hospital.
O Sindipúblicos repudia qualquer tipo de violência e destaca a importância das vítimas buscarem ajuda! Não se calem!