

Mais de setenta servidores do Incaper estiveram presentes na Assembleia Geral Extraordinária que discutiu os problemas da categoria nesta terça-feira (26) no auditório do Sindipúblicos e online.
A AGE faz parte de uma rodada de assembleias do Sindipúblicos para os servidores discutirem e deliberarem as principais demandas a serem inseridas na pauta de negociação da Campanha Salarial de 2024.
Os servidores do Incaper levantaram vários problemas que afligem a categoria. Entre esses pode-se destacar a falta de infraestrutura nos escritórios regionais e fazendas experimentais; atualização do plano de cargos e salários; insalubridade; possibilidade dos servidores de todas as carreiras terem direito a licença remunerada para estudo; perseguição velada a servidores em teletrabalho; dentre outros.
Além dos pontos específicos, também foi discutida a necessidade da revisão geral anual corrigir o déficit histórico das perdas salariais acumuladas de 19,4% nos últimos quatro anos.
“O Instituto é um só. Todos são importantes para o seu sucesso. O governo do estado usa muito o Incaper para fazer propaganda, da importância do Instituto para a sociedade. Mas falta valorizar os servidores.” desabafa Renata Setúbal, diretora de assuntos jurídicos.
Adolfo Brás Sunderhus, servidor aposentado do Incaper, complementa. “Existimos para atender a 80 mil agricultores familiares no Estado. O governo não estará apenas nos atendendo, mas sim valorizando a agricultura familiar. Acredito na luta do Sindipúblicos e da Assin para acender essa chama pela nossa valorização”.
Conforme realizado nas demais assembleias, os servidores participantes também elegeram uma comissão para melhor sistematizar as propostas da categoria para inclusão na campanha salarial de 2024. Foram eleitos para a comissão Renata Setúbal (Sindipúblicos), Adolfo Sunderhus (Assin), Alzira Tinelli; Ivo Luziano da Silva e Carlos Tebaldi.
Conquistas em 2023
Durante a assembleia, foi destacado que 2023 foi um marco na história do Sindipúblicos. Por meio de uma nova postura da atual diretoria, o Sindipúblicos conquistou a implantação de uma mesa de negociação permanente com o governo, com diálogo constante. Conquistando assim a revisão geral anual; 100% no reajuste do auxílio-alimentação, saltando de R$ 300 para R$ 600; a nomeação dos ASE’s e dos Analistas do Executivo; a garantia da aposentadoria dos atingidos pela inconstitucionalidade da Lei 187/2000, abrangidos pela modulação do STF e realização de novos concursos públicos no Idaf, Incaper, Iema, Agentes de Suporte Educacionais e Analistas do Executivo.
Pendências
Referente à pauta da Campanha Salarial de 2023, o Sindipúblicos tem cobrado do governo a resolução de algumas demandas pendentes: a atualização dos valores da diária e a apresentação pela Seger de um estudo sobre as carreiras em extinção na vacância, garantindo a valorização dos profissionais que ficaram de fora do processo de reestruturação de carreiras em março de 2022.
Mobilização
Mas para avançar na luta transformando-a em conquistas, a participação da categoria, tanto no processo de construção da pauta, quanto na mobilização, é fundamental.
Próximas Assembleias:
26 de setembro (terça): INCAPER, às 13h30 – auditório do Sindipúblicos e por teleconferência
27 de setembro (quarta): IDAF, às 13h30 – auditório do IDAF e por teleconferência
28 de setembro (quinta): IPAJM, às 13h30 – auditório do IPAJM
03 de outubro (quinta): IEMA, às 09h – refeitório da sede e por teleconferência
03 de outubro (quinta): Carreiras extintas na vacância, às 13h30 – auditório do Sindipúblicos e por teleconferência
04 de outubro (quarta): DETRAN, às 13h30 – auditório do Detran e por teleconferência
05 de outubro (quinta): DIO, às 13h30 – sala de reuniões da Aderes
Todas as assembleias têm como pontos de pauta: 1) Informes; 2) Estabelecimento da pauta de reivindicações da categoria que comporá a Campanha Salarial 2023 – 2024 a ser negociada com o Governo do Estado e 3) Assuntos gerais.
* Perdas salariais calculadas com base no IPCA/IBGE de 01/2019 à 08/2023 (31%), subtraídos os reajustes concedidos pelo Governo Casagrande de 3.5% em 2019, 6% em 2022 e 5% em 2023, somados 3% referente a alteração da alíquota previdenciária prevista na Lei 931/2019.