Artigo analisa as mudanças familiares e as consequências econômicas e sociais na sociedade

ES investe apenas 43,33% em servidores e está abaixo dos limites da Lei de Responsabilidade Fiscal
5 de maio de 2015
Justiça decide pela legalidade dos cargos de advogados autárquicos
7 de maio de 2015

ladislawDowbor

A família pode ser vista como unidade de reprodução econômica: pais sustentam filhos e idosos, e serão por sua vez sustentados. Hoje, com a desarticulação da família – nos EUA apenas 26% dos domicílios tem pais e filhos –, a fragilização do Estado e a privatização dos serviços sociais, é o próprio processo de redistribuição do excedente social entre gerações que se vê prejudicado.

A dinâmica econômica ajuda a entender os impactos muito mais amplos, como a tensão entre gerações, a redução da sociabilidade e o sentimento crescente de angústia que se generaliza.

Essas mudanças fazem gerar novos desafios econômicos, sociais e culturais, em particular nas grandes cidades. Já que a própria base econômica da reprodução da sociedade que está se deslocando. A fase não produtiva da infância e da juventude, bem como da terceira idade, está se prolongando de maneira muito significativa. Foi-se o tempo em que a criança de 10 anos já ia para a roça ajudar o pai, e em que os pais faleciam quando os filhos chegavam à maturidade.

Em recente artigo, o economista Ladislau Dowbor analisa as consequências que as mudanças nos novos arranjos familiares podem ocasionar na sociedade.  Ele lembra que antes, “a fase ativa da nossa vida, tipicamente dos 16 aos 64 anos, pode ser vista como produzindo um excedente: produzimos nessa idade (nesse período?) mais do que o consumido, e com isso podemos sustentar filhos e idosos, eventuais pessoas com deficiên- cia, ou doentes, ou pessoas da família, mesmo em idade ativa, que não tenham como se sustentar. Em outros termos, a economia da família permite, ou permitia, uma redistribuição interna entre os que produzem um excedente, e os que necessitam desse excedente para sobreviver”.

No entanto ele alerta que “família está deixando de assegurar essa ponte entre produtores e não produtores. A família ampla, na qual se misturavam avôs, tios, primos e irmãos, praticamente desapareceu, ainda que sobreviva em regiões rurais. O capitalismo moderno, centrado no consumismo, inventou a família economicamente rentável, composta de mãe, pai e um casal de filhos, o apartamento, a geladeira com covinhas para 12 ovos, o sofá e a televisão. É a família nuclear”

Clique aqui e leia o artigo completo onde o economista analisa todas essas mudanças e como já estamos sendo afetados.