

Presidente da Câmara deve pautar PEC 38 depois do pleito, segundo Valor Econômico. Servidores precisam manter a luta pela estabilidade, concursos e serviços públicos.
A possível retomada da PEC 38, da reforma administrativa, após as eleições de outubro acende alerta entre servidores e entidades sindicais. Segundo reportagem do jornal Valor Econômico, o presidente da Câmara, Hugo Motta, pretende voltar a discutir a proposta depois do pleito.
Para servidores, o texto ameaça a estabilidade, enfraquece concursos públicos e precariza carreiras. A avaliação é de que a medida abre espaço para o desmonte de políticas essenciais como educação, saúde e assistência social.
A mobilização de entidades já barrou o avanço da PEC em outras ocasiões. Agora, a categoria promete intensificar a pressão e destaca a importância do voto.
“Esperar passar a eleição para atacar o serviço público mostra o tamanho do risco. Por isso, é fundamental elegermos deputados e senadores que tenham compromisso real com os servidores e com a classe trabalhadora. Só assim vamos impedir a demolição do Estado e garantir direitos”, afirma Renata Setúbal, presidenta do Sindipúblicos.
Além de barrar a proposta, as entidades defendem a regulamentação da negociação coletiva no serviço público como forma de fortalecer a participação sindical, o diálogo e a democracia nas relações de trabalho.
“Serviço público não é gasto. É garantia de direitos”, reforçam os servidores. “Não é reforma administrativa, é demolição.”
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Por Douglas Dantas| Foto: Lula Marques / Agência Brasil