

A Assembleia Geral Unificada, do próximo dia 26 de junho, às 13h, será na sede do Sindipúblicos no Centro de Vitória. Além da mudança de local, a AGU também poderá ser acompanhada online, sendo realizada em formato híbrido garantindo maior participação dos servidores.
A mudança é uma estratégia da diretoria para poder melhor debater a pauta da categoria conseguindo discutir e analisar a última reunião realizada entre o Sindipúblicos e a Casa Civil que sinalizou avanços no atendimento às reivindicações.
Além disso, ao estarmos em casa, facilita a realização do nosso Arraiá da Valorização com comidas típicas para esquentar nossa Campanha Salarial 2024.
Avanços
A abertura do diálogo com o secretário José Maria de Abreu Jr. mostra-se um grande avanço nas negociações dos servidores públicos. É preciso destacar que, diferente da Seger, a Casa Civil desempenha um papel que vai além do financeiro e burocrático. É uma pasta política, praticamente uma extensão do gabinete do governador, tendo a maioria das decisões de governo decididas em conjunto com esta secretaria que analisa, além de números, também cenários políticos. Um deles, seria o impacto das decisões na sociedade e em nosso caso, nos servidores, que tem um poder de voto em torno de mais de 500 mil eleitores.
“Um dos nossos objetivos foi atingido. Fazer uma negociação com uma secretaria de primeiro escalão. Isso foi fruto da nossa mobilização e da participação da categoria. Luta que não pode parar. Temos um compromisso do secretário de que a pauta do sindicato já está em análise pela equipe do governo. Dessa forma, continuaremos nos mobilizando, mostrando para a sociedade que existe espaço no orçamento estadual para valorização dos servidores públicos. Mas para que isso se transforme em conquista, é imprescindível a participação de todas e todos na próxima assembleia para deliberar os próximos passos da nossa campanha salarial!” avalia Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos.
Reivindicações
A pauta aprovada na assembleia do último dia 16 de maio reivindica: a recomposição escalonada das perdas salariais; a reestruturação das carreiras extintas em vacância; um auxílio-alimentação digno; a revisão de planos de cargos e salários dos servidores da ativa, a redução das disparidades salariais entre os níveis de escolaridades e o pagamento do Precatório da Trimestralidade.
Margem Fiscal
O Espírito Santo dispõe hoje de um saldo positivo de R$ 9 bilhões nas contas públicas. De janeiro a abril de 2024, o ES teve um índice de crescimento de 17,4% da receita total na comparação com o mesmo período do ano passado, subindo de R$ 7,5 para R$ 8,8 bilhões. A estimativa é o Estado ultrapassar os R$ 10 bilhões em caixa e chegar ao final do ano com um crescimento de 15% superior ao de 2023. Apesar de mais investimentos, o governo capixaba finalizou o primeiro quadrimestre deste ano com gastos de pessoal abaixo do verificado no mesmo período do ano passado, caindo de 38,29% para 37,82%.
Esses números, apresentados pelo Secretário da Fazenda, demonstram que o Estado tem margem suficiente para ampliar os percentuais investidos nos servidores atendendo as demandas da categoria.