Foto: Sindijudiciário
Numa Assembleia Geral Extraordinária bem concorrida, realizada no sábado (26), os servidores do judiciário decidiram paralisar as atividades, por tempo indeterminado, a partir do dia 06 de outubro.
A assembleia contou com participação de mais de 50% das Comarcas do interior e da Grande Vitória, e de boa parte dos servidores do Tribunal de Justiça. Também presentes, o presidente do Sindicato dos Oficiais de Justiça, Carlos Magnus Poletti, que afirmou apoio irrestrito ao movimento, e do presidente do Sindipúblicos, Gerson de Jesus.
O Sindijudiciário propôs e foi aprovado um calendário de mobilização que prevê durante os dias de paralisações concentrações com assembleias em frente ao Tribunal de Justiça do Estado, além de buzinaços, carreatas, e instalação do dia do abaixo assinado contra o imoral auxílio-moradia, no valor de R$ 4.370,00, que todos os magistrados recebem mensalmente.
Também será realizada uma grande campanha de sensibilização e de esclarecimento junto à população para explicar os motivos que levaram a categoria a entrar em greve, entre eles, a falta de pagamento das perdas inflacionários acumuladas em um ano, falta de pagamento dos plantões – que são obrigatórios -, e o descaso com a valorização do servidor que é o responsável por fazer a máquina da Justiça funcionar.
Enquanto tudo isso acontece, ou seja, a direção do TJES afirma que não tem recursos para pagar a constitucional Revisão Geral Anual, os 362 Magistrados capixabas consomem mais de 30% da folha de pagamento do Judiciário com seus altos salários e benefícios e o que sobra do bolo tem de ser dividido por mais de 3 mil funcionários.
Queremos Justiça, ganância não!
Fonte: Sindijudiciários
Nota do Sindipúblicos
O Sindipúblicos apóia os servidores do Poder Judiciário, que lutam por condições dignas de trabalho, pelo devido cumprimento das normas constitucionais, e sofrem com o achatamento salarial ilegal.