VIII Congresso Estadual do Sindipúblicos é aberto com destaque para mobilização e organização da categoria

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Nesta sexta-feira, 14 de agosto, o Sindipúblicos abriu oficialmente o VIII Congresso Estadual em formato híbrido, com atividades presenciais no auditório da entidade e participação on-line.

A presidenta Renata Setúbal deu início ao evento saudando delegados, delegadas e militância, ressaltando:

“Este não é apenas um momento para fazer um balanço. É um momento para reconhecer nossos avanços, identificar o que precisamos melhorar e, principalmente, construir os próximos passos do nosso sindicato.”  

Ela destacou os resultados da campanha salarial: “Colocamos no centro a valorização dos servidores, a recuperação das perdas e o reconhecimento de quem mantém o serviço público funcionando todos os dias. Essa luta continua, porque a dívida do Estado com os servidores não desaparece porque uma campanha terminou.”

Renata reforçou ainda a importância da organização permanente:

“Precisamos fortalecer a Diretoria Plena, os delegados sindicais e a participação da nossa base. Que este Congresso seja um espaço de escuta e construção coletiva, capaz de definir um Plano de Lutas representativo.”  

 

Na sequência, João Paulo, coordenador do MAB, apresentou uma análise de conjuntura, relacionando a luta dos atingidos e dos servidores públicos com os interesses da sociedade capixaba:

“Sermos atingidos, sermos servidores públicos, é carregar o Estado nas costas. O que o Sindipúblicos discute é de interesse da sociedade capixaba, o que o MAB discute também é. Precisamos cada vez mais publicizar o que pensamos.”  

Ele também destacou a crise ambiental e econômica: “A crise que o capitalismo passa no mundo, com impactos no Brasil e na América Latina, é também uma crise ambiental severa. Não pode ser atribuída apenas às mudanças climáticas, mas à má utilização dos nossos recursos. A América Latina é um continente rico e, por isso, a bola da vez do capitalismo internacional.”

Já Tadeu Guerzet, diretor do Sindipúblicos, fez contrapontos à análise, reforçando as posições da entidade:

“O presidencialismo cada vez mais perde poder. O Congresso e o Senado ampliam sua força, sua capacidade de negociar e chantagear. O presidente fica limitado, preso às emendas parlamentares e ao teto fiscal. Nós queremos reajuste salarial, não apenas recompor perdas.”  

Ele concluiu defendendo um projeto de desenvolvimento próprio:

“Não podemos ficar presos ao Fla-Flu eleitoral. Precisamos discutir qual é o nosso projeto de desenvolvimento e o papel que queremos desempenhar.”

A mesa da manhã foi coordenada pela secretária-geral Silvia Sardenberg. Já na parte da tarde, os delegados congressuais realizaram análises específicas das secretarias e autarquias, apontando problemas como ingerências, assédio, corrupção e falta de valorização. Esses pontos servirão de base para a elaboração dos Planos de Luta na próxima semana, nos dias 19 e 20, segundo momento do VIII Congresso do Sindipúblicos que será realizado no Centro de Formação Dom João Batista em Vitória.

 

 

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Por Douglas Dantas | Foto: Douglas Dantas