


Uma das mais fervorosas defensoras de artifícios fiscais para mascarar as contas públicas, prática que ficou conhecida como pedaladas, a secretária da fazenda do Espírito Santo, Ana Paula Vescovi foi nomeada para comandar Tesouro Nacional, o que seria é uma grande contradição do governo em exercício convidar uma economista que defende práticas semelhantes às utilizadas por Dilma Roussef.
Por aqui, as pedaladas de Vescovi e Hartung foram em cima dos servidores, que tiveram negado o direito à revisão geral anual, mesmo o Estado estando dentro dos parâmetros da Lei de Responsabilidade Fiscal (LRF). Mesmo se concedesse o reajuste aos servidores, o governo fecharia o ano com saldo positivo.
Além dessas pedaladas, a secretária é duramente criticada pelos servidores e outros economistas por defender desenfreadamente renúncias fiscais às empresas financiadoras de campanha, sem exigir nenhuma contrapartida à sociedade, fazendo com que em apenas 4 anos o Espírito Santo tenha um rombo superior à R$ 4 bilhões nas contas públicas, valor que poderia estar sendo investido nos serviços públicos, como saúde, segurança e educação, que estão cada dia mais precários.
A secretária também recentemente defendeu uma ampla abertura do capital da Petrobrás; com a participação de empresas estrangeiras na exploração do Pré-Sal, ou seja, a privatização do petróleo brasileiro; ainda tem destacado que é preciso rever a participação do Estado no SUS, e em outros serviços públicos, defendendo sempre a ampliação de terceirizações, privatizações e concessões.
Outro motivo para o rombo nas contas públicas é o fato da Secretaria da Fazenda ser conivente com o empresariado que sonega impostos, proporcionando o refinanciamento das dívidas com descontos.
Além de tudo isso, Vescovi foi à imprensa fornecendo informações inverídicas de que há transparência em sua gestão. Uma vez que sociedade não tem acesso aos dados tais como: quantas e quais empresas estão sendo beneficiadas com as renúncias fiscais; qual a quantidade de empregos gerados; a lista das sonegadoras e os valores das que já foram ajuizadas segundo a determinação do Conselho Nacional de Política Fazendária (Confaz).
Com tantos prejuízos causados ao Espírito Santo, o anúncio da ida de Vescovi para o governo Temer foi recebido como “alívio” para a sociedade capixaba e os servidores, que desejam que ela “nunca mais volte para o governo estadual. Até agora ela não fez nada em benefício à sociedade, só faz cortes. Já vai tarde”, comentou uma servidora aposentada.
O Sindipúblicos repudia a atuação da secretária, que além de não atender aos anseios da sociedade, atua na precarização dos serviços públicos incentivando incontrolavelmente a atuação da iniciativa privada no setor público, garantindo assim o devido retorno financeiro às empresas financiadoras de campanhas.