Servidores da saúde, lotados no Hospital São Lucas denunciaram durante protesto, na manhã da última quarta-feira (22), a transferência do Hospital Infantil Nossa Senhora da Glória para as dependências do HPM que colocará em risco as crianças por conviver no mesmo ambiente com pacientes adultos em estado grave, vítimas de violência urbana e acidentes de trânsito.
Há uma revolta com os gestores da Sesa, que não informam qual será o futuro dos servidores de carreira do São Lucas, que está sendo extinto, já que os trabalhadores não puderam voltar para a estrutura reformada, no Forte São João.
Além de terem perdido seus locais de trabalho, os servidores estão amedrontados com a incerteza do futuro. Até o momento, o Governo do Estado não dialogou, nem informou qual será o destino deles.
“A gente fica com um sentimento de enganação e injustiça. Ficamos mais de sete anos no HPM, aguardando o fim da reforma para o retorno e agora nada! Também vivemos inseguros porque não sabemos para onde iremos. Fomos enganados por esse governador, que é anti-SUS e faz o que quer”, disse Joseriana França Porto, 64 anos, servidora há 20 anos do Estado, mais de 10 deles no antigo São Lucas como secretária do Serviço Social.
Privatização: Querem acabar com o SUS
O governo Hartung tem contratado as Organizações Sociais, como uma forma disfarçada de privatização da saúde, serviço essencial e que lida, diariamente, com vidas preciosas.
Visando o lucro, essas organizações remuneram mal seus funcionários e economizam até em medicamentos.
É o mesmo modelo do setor privado. É como se o SUS passasse a ser um “plano de saúde público”, que contrata serviços para seus “clientes”. Para manter a rentabilidade do sistema, o setor privado costuma buscar alternativas de restrição do acesso, economia na utilização de insumos e na valorização dos profissionais. Ou seja, as vagas diminuem, as filas aumentam e a qualidade do serviço piora!
O Sindipúblicos se solidariza com a luta dos servidores da saúde e exige também que o Estado garanta condições dignas e adequadas às crianças e demais pacientes que buscam o serviço público de saúde.
Fonte: Site do Sindsaúde