Trabalhadores fazem greve de fome contra Reforma da Previdência

Assembleia aprova estatuto e diretoria provisória da Pública no ES
11 de dezembro de 2017
Associação ambiental reconhece atuação do Sindipúblicos em defesa do meio ambiente
12 de dezembro de 2017
Nesta terça-feira, 12/12, completam sete dias que os trabalhadores rurais Leila Denise, Josi Costa e o Frei Sérgio Görgen iniciaram uma Greve de Fome contra a Reforma da Previdência. Os grevistas representam mais de 300 mil famílias camponesas de todo o país.
Inicialmente alojados na Câmara dos Deputados, após ameaças e coação por parte de parlamentares, eles foram acolhidos na Federação Nacional dos Jornalistas (FENAJ) entidade que historicamente sempre defendeu a liberdade de imprensa e a plena democracia em nosso país com os direitos civis sendo respeitados à todos os cidadãos. A última refeição do grupo foi no dia 05 de dezembro às 7h30, desde então, estão tomando apenas água e soro.
Na manhã do último sábado, durante um Ato Ecumênico em solidariedade aos grevistas, o bombeiro civil Fábio Tinga também se juntou ao protesto. E na segunda, os trabalhadores em greve de fome, que estavam abrigados até então na sede da Federação Nacional dos Jornalistas (Fenaj), em Brasília, voltaram a ocupar o Salão Verde, da Câmara dos deputados. Também entraram no protesto as trabalhadoras rurais  Rosangela Piovizani e Rosa Jobi.
“A medida que estamos tomando aqui é uma medida extrema. Greve de fome é uma medida extrema, as pessoas colocam sua própria vida em risco para defender que essa reforma da Previdência não seja votada no Congresso Nacional”, disse Charles Reginaldo, integrante da coordenação nacional do MPA.
Para o movimento, a aposentadoria é um direito garantido há muitas décadas que sustenta muitas famílias tanto na cidade, quanto no campo. “Sabemos que a previdência tem um tecido social, como uma das maiores políticas públicas de transferência de renda para a população mais pobre. Em determinados momentos é o único dinheiro que a família tem para pagar suas contas. Nós, como trabalhadores do campo não podemos deixar de fazer luta para que essa reforma não passe”, acrescentou Charles.
Os grevistas afirmam que não acreditam que as regras da aposentadoria rural tenham saído do novo texto apresentado pelo relator da proposta. Eles fazem a ação enquanto as lideranças partidárias se articulam sobre a retomada da tramitação da proposta que altera as regras de acesso à aposentadoria.
Pelo texto que foi aprovado na comissão especial da Câmara, a idade mínima para aposentadoria dos trabalhadores rurais foi alterada de 65 para 60 anos, para homens, e 57 anos para mulheres, com 20 anos de contribuição, em vez de 25, como propôs inicialmente o governo.
O Sindipúblicos se solidariza com os trabalhadores em greve e reforça a importância de toda sociedade se manifestar, seja via redes sociais, sejam nas ruas, contra a Reforma da Previdência cobrando dos parlamentares que não aprovem mais essa proposta que irá aumentar as desigualdades sociais.
Fonte: MPA/Agência Brasil