

A terceira semana da greve dos servidores públicos estaduais do Espírito Santo teve início com um ato em frente à sede do Departamento de Edificações e de Rodovias (DER-ES), em Vitória, e uma live dedicada ao debate sobre a relevância do Instituto Capixaba de Pesquisa, Assistência Técnica e Extensão Rural (Incaper) para a sociedade.
Logo pela manhã, servidores se concentraram no DER para dialogar com a população sobre os impactos da paralisação, motivada pela falta de valorização salarial e pela ausência de propostas concretas por parte do governo Casagrande. Durante o ato, os grevistas alertaram que as obras públicas podem sofrer atrasos caso o impasse continue, incluindo entregas importantes como a Escola Aristóbulo Barbosa na Serra e o Hospital Central em Cariacica.
“O DER é responsável por obras estruturantes em todo o Estado — estradas, escolas, hospitais. É um órgão com orçamento robusto e papel essencial na vida dos capixabas. A categoria está mobilizada, junto com o Sindipúblicos, exigindo respeito e valorização. O movimento cresce a cada dia, com atividades durante toda a semana. Vamos cobrar do governador Casagrande uma proposta digna. Não só o DER, mas todos os órgãos entregam muito à sociedade. O mínimo que o governo pode fazer é nos ouvir e apresentar uma proposta respeitosa para que possamos continuar a fazer as entregas, não existe conquista sem luta. Rumo à vitória”, afirmou Rodolfo Melo, diretor do Sindipúblicos e servidor do DER.
No mesmo dia, uma transmissão ao vivo reuniu Luiz Bricalli, servidor do Incaper e coordenador-geral da Associação dos Servidores do Incaper (ASSIN), Adolfo Bras Sunderhus, servidor aposentado do Instituto, a presidenta do Sindipúblicos Renata Setúbal e o próprio Rodolfo Melo. O encontro virtual teve como foco esclarecer à população o papel estratégico do Incaper no desenvolvimento rural do Espírito Santo.
“Conversamos muito entre nós sobre o Incaper, mas a sociedade ainda desconhece sua importância. Além da assistência técnica e da pesquisa, há a extensão rural, que é uma ação científica e sociológica. Chamamos os agricultores e agricultoras para discutir seu papel no meio rural, promovendo inclusão, conhecimento e desenvolvimento”, explicou Adolfo.
A greve, que já mobiliza servidores de diversas áreas, reforça a urgência de diálogo entre governo e trabalhadores. A categoria reivindica valorização salarial, reestruturação de carreiras e melhores condições de trabalho para garantir a continuidade dos serviços públicos essenciais.
Acompanhe a agenda completa das próximas atividades do movimento e participe!
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Texto: Douglas Dantas Foto: Nayana Yara