

Ao longo das últimas décadas, os servidores públicos do Espírito Santo têm mostrado que nenhuma conquista veio sem luta. Greves, assembleias e manifestações foram — e continuam sendo — os instrumentos legítimos de resistência e avanço. É graças à mobilização coletiva que direitos foram conquistados, planos de carreira foram aprovados e injustiças foram denunciadas.
📌 Em outubro de 2002, uma greve geral sacudiu o estado. Com salários atrasados e promessas não cumpridas, servidores da administração direta e indireta, magistério e saúde cruzaram os braços. A emblemática “Feira do Atraso”, realizada na Praça Oito, expôs à população a dura realidade enfrentada por quem mantém os serviços públicos funcionando.
📌 Em 2012, servidores do IEMA, Incaper e Iases se levantaram por valorização profissional. A pressão resultou em avanços nos planos de cargos e salários, mostrando que a união faz a força.
📌 Em 2013, os agentes de suporte educacional deflagraram greve por tempo indeterminado, exigindo enquadramento legal, equiparação salarial e fim do assédio moral. A luta evidenciou o descaso com funções essenciais à educação.
📌 Em 2014, uma nova greve geral paralisou 51 órgãos públicos. Logo no início do ano os servidores foram às ruas num bloco carnavalesco de luta: “Aperta que ele solta”. A pauta era extensa: reajuste salarial, auxílio alimentação, insalubridade, creche e gestão de pessoas. A resposta do governo foi tímida, mas a mobilização deixou claro que os servidores não aceitariam retrocessos.
📌 Em 2015, o “Apagão” reuniu servidores em assembleias por todo o estado. Mesmo sem retorno imediato do governo, o movimento enfraqueceu a gestão e fortaleceu a consciência coletiva.
📌 E não podemos esquecer das greves históricas durante os governos de Vitor Buaiz, Albuíno Azeredo e José Inácio, quando a intersindical mostrou que a união entre categorias — bancários, saúde, educação — é capaz de ampliar a força de negociação.
🛑 Nada veio de graça. Cada avanço foi arrancado com coragem, organização e pressão.
📢 Agora é hora de manter a chama acesa. A greve aprovada para outubro deste ano pela reestruturação das carreiras é mais um capítulo dessa trajetória de resistência.
👉 Convocamos todos os servidores a se manterem mobilizados, atentos e unidos. A história nos ensina que só com luta se conquista respeito. Vamos juntos escrever mais uma página de dignidade e valorização no serviço público.
✊ Servidor mobilizado é servidor valorizado.
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Texto: Douglas Dantas Fotos: Arquivo