
Mato toma conta da universidade. Crédito – Adufes
Seguindo na implantação do projeto político de Estado mínimo, o governo Temer tem sucateado os mais diversos serviços públicos no intuito de fortalecer as empresas privadas.
Entre os setores mais afetados está o corte na educação superior. Só em janeiro, sob decreto de contingenciamento de recursos, a Ufes deixou de receber 33% do orçamento que estava previsto.
Apesar do corte não incidir sobre salários e aposentadorias, os alunos e docentes sofrem pela redução no custeio e investimento nos mais diversos setores da Universidade.
O teto para investimentos em obras e equipamento, por exemplo, é de cerca de R$ 1,416 milhão por mês. A universidade, no entanto, tem recebido apenas R$ 944,3 mil por mês – em três meses, deixou de chegar R$ 1,4 milhão em recursos para investir.
As consequências disso tudo são o aumento da insegurança no campus, gramas altas que contribuem para a proliferação de mosquitos e roedores causadores de doenças. Além de afetar diretamente o ensino, já que foi preciso ter mudanças até mesmo nas defesas de doutorados.
E ao que tudo indica o contingenciamento será prorrogado, com a previsão inclusive de novos cortes a serem anunciados nos próximos dias pelo governo Temer. E com a PEC do teto de gastos, as perspectivas para os próximos anos não são nada animadoras.
É preciso da união cada vez maior dos servidores e de toda sociedade exigindo que o governo invista nas universidades e demais setores públicos, garantindo qualidade no atendimento à sociedade.
Com informações de A Gazeta