Sonegação à previdência ultrapassa R$100 TRILHÕES

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O governo Temer alega rombo para propor Reforma da Previdência que irá prejudicar milhares de trabalhadores. Porém, uma cobrança efetiva das dívidas dos inadimplentes do INSS seria suficiente para acabar com o fictício rombo e ainda deixar superavitário o caixa.

Os valores dos 500 maiores devedores ultrapassam R$ 100 TRILHÕES, segundo levantamento divulgado pela Procuradoria-Geral da Fazenda Nacional, Procuradoria-Geral Adjunta de Gestão da Dívida Ativa da União e Coordenação-Geral de Grandes Devedores.

No entanto, o governo Temer ignora essa dívida e prefere não se indispor com grandes empresas, muitas delas financiadoras de campanhas políticas. O passivo dos 500 maiores devedores, estimado em R$ 104 trilhões, é muito superior ao rombo de R$ 145 bilhões alardeado pelo governo. Veja aqui a íntegra da lista.

Exceto o passivo de grandes empresas que foram à falência (como Varig e Vasp), os maiores devedores são: a JBF, dona de diversas marcas no setor de alimentação como Friboi, Doriana e Seara, 2º lugar (R$ 2.378.212.794,30); Marfrig Global Foods, outra da alimentação, em 7º lugar (R$ 1.154.919.886,71); a Associação Educacional Luterana do Brasil (Ulbra), 4º lugar (R$ 1.865.382.913,28); dois bancos públicos, Caixa Econômica Federal (6º lugar, com dívida de R$ 1.235.518.122,47), e Banco do Brasil (8º lugar, com R$ 1.138.224.149,37) e prefeitura de Guarulhos (9º lugar, com R$ 857.277.917,26); o Instituto Candango de Solidariedade está em 10º lugar (R$ 847.837.303,67).

A omissão do governo na cobrança efetiva desta dívida, além de prejudicar os trabalhadores, mostra que os políticos aliados tem atuado em um grande esquema para contribuir com a corrupção e manutenção de esquemas de sonegação fiscal que causam rombo TRILIONÁRIO nas contas públicas.

É preciso que os órgãos fiscalizadores façam com que essas empresas paguem o que devem e punam os gestores que, para se beneficiarem durante suas campanhas, contribuem para que empresas roubem um patrimônio que é dos brasileiros.

Com informações de Agência Sindical.