

Servidores do DER – Departamento de Estradas e Rodagem do Estado do Espírito Santo estão indignados: enquanto o órgão paga R$ 53.775 por mês para locação e manutenção de uma catraca de acesso para os funcionários, os colaboradores brigam há muito tempo pela revisão do plano de carreira e por um aumento no valor do ticket alimentação, que ainda está em R$ 176,00, sendo somente R$ 5,86 por dia.
O pior de tudo é que o o órgão não passa pelos seus melhores momentos, já que membros da atual diretoria estão com os bens bloqueados, devido a irregularidades nos contratos com a empresa Delta Construtora. Mesmo assim, o Governo tem colocado panos quentes na situação, não trocou ninguém dos cargos envolvidos nas denúncias e, ainda, criou um outro cargo, de subsecretário de Estado de Obras Metropolitanas, para colocar parentes da atual diretora, Tereza Maria Sepulcri Netto Casotti.
Mas, em relação ao contrato com a empresa para locação de equipamentos e software de controle de acesso a pessoas e veículos nas dependências do DER, o caso também se torna grave pelo valor que está sendo pago e pelo serviço prestado. O total do valor anual é de R$ 645.300,00 (seiscentos e quarenta e cinco mil e trezentos reais), firmado com a empresa Ebalmaq Comércio e Informática Ltda.
O que estamos tentando entender é se realmente há necessidade de um gasto tão alto para identificar e controlar o fluxo de pessoas, sendo que a base do funcionamento do órgão, que são seus servidores, não estão nem um pouco satisfeitos com os gastos estratosféricos de dinheiro público para controlar o que já é controlado de forma rígida e satisfatória e, principalmente, com as últimas notícias envolvendo possíveis erros nos contratos realizados pelo DER.