

Na escadaria da Assembleia Legislativa do Espírito Santo, em Vitória, diretores do Sindipúblicos se uniram a diversos movimentos sociais para protestar contra a Reforma Administrativa e denunciar o bloqueio de pautas populares no Congresso Nacional. O ato, realizado em 10 de julho, fez parte da mobilização nacional intitulada “Congresso inimigo do povo”, que ocupou ruas em várias capitais do país.
O diretor do Sindipúblicos, Tadeu Guerzet, destacou a importância da luta coletiva e afirmou que o atual Congresso tem sido responsável por travar iniciativas essenciais à população. “Estamos aqui mais uma vez porque querem acabar com a estabilidade do servidor público, impedem a taxação das grandes fortunas, em contrapartida defendem emendas pix sem transparência. Esse é o pior Congresso da história”, declarou.
A juventude também marcou presença. Raphael Reis, um dos manifestantes, declarou seu apoio à isenção de imposto de renda para quem recebe até cinco mil reais e ao fim da escala 6×1. “A juventude é vanguarda dos movimentos sociais no Brasil. Seguiremos organizando e ocupando as ruas em defesa da democracia”, afirmou.
Silvia Sardenberg, secretária-geral do Sindipúblicos reforçou a pauta ambiental que também tem sido prejudicada pelo Congresso. O Senado já aprovou o PL da o PL da Devastação, um projeto de lei que coloca o meio ambiente, nossa saúde e nossas vidas em risco. Agora o projeto está nas mãos de Hugo Motta, presidente da Câmara. Silvia convidou a todos para assinarem a petição online contra o Projeto.
Em São Paulo, mais de 15 mil pessoas ocuparam a Avenida Paulista com pautas que incluíam justiça fiscal e soberania nacional. A manifestação cresceu após declarações do presidente dos Estados Unidos, Donald Trump, sobre a taxação de produtos brasileiros, provocando indignação entre manifestantes.
Já no Rio de Janeiro, o ato na Praça XV reuniu centenas em defesa da taxação dos super-ricos e contra privatizações. Em Porto Alegre, os participantes se concentraram na Esquina Democrática e lançaram o Plebiscito Popular 2025, com pautas como redução da jornada de trabalho sem perda salarial e a taxação dos bilionários, bancos e casas de apostas online — a chamada “taxação BBB”.
A palavra de ordem “Congresso inimigo do povo” foi entoada em todas as regiões, ecoando um sentimento coletivo de que a política atual tem se afastado dos interesses da maioria. A mobilização nacional reforça o chamado à resistência e à construção de alternativas que promovam justiça social e valorização dos serviços públicos.




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Texto Douglas Dantas Fotos: Nayana Yara e Douglas Dantas.