Sindipúblicos participa de sessão especial na Ales sobre direitos trabalhistas e 40 anos da CUT

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Fotos: Ales/ Ellen Campanharo

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A diretoria do Sindipúblicos esteve presente na Sessão Especial da Assembleia Legislativa (Ales) na manhã desta quinta-feira (23) que celebrou os 40 anos da Central Única dos Trabalhadores (CUT) e a luta dos trabalhadores na conquista e reconhecimento de seus direitos. 
Fundada em 28 de agosto de 1983, a CUT teve João Coser como seu primeiro presidente na direção do Espírito Santo (CUT-ES). Passados 40 anos, foi Coser que, agora deputado estadual, esteve à frente da Sessão Especial como proponente. 
“As nossas lutas das centrais sindicais, dos sindicatos, são feitas por pessoas, elas não caem do céu. Nós tínhamos uma ditadura militar, um governo militar, nós estávamos saindo dele e idealizamos, além de um partido político, o Partido dos Trabalhadores (PT), nós idealizamos a construção de uma central sindical”, contextualizou o parlamentar a respeito da época da fundação. 
“Por que isso? Porque nós precisávamos fazer as lutas que eram importantes para todos os trabalhadores e o modelo tradicional, que veio construído no Brasil por Getúlio Vargas era vertical. Cada um lutava individualmente, não tinha o horizontal, mas as nossas causas e as grandes lutas eram todas, ou em quase toda sua maioria, coletivas”, pontuou.
A deputada Iriny Lopes (PT) também rememorou a criação da CUT. “Nós viemos de uma experiência, de fim da ditadura militar e retomada da democracia, e o movimento sindical cumpriu um papel fundamental nesse processo de redemocratização do país. Para nós, a construção de uma central dos movimentos sindicais no país era uma questão essencial para que um projeto democrático, efetivamente, pudesse se desenvolver no Brasil”.
Sindipúblicos
Além de estar presente na sessão especial, representado por sua diretoria, o Sindipúblicos fez parte da trajetória da CUT no Espírito Santo. Quem lembra desses momentos é nosso ex-presidente, Haylson de Oliveira, que também presidiu a CUT-ES.
“É com muita satisfação que venho aqui parabenizar a Central Única dos Trabalhadores do Espírito Santo. Tive a honra de presidi-la no final dos anos 90 para o ano 2000. Uma época em que o Espírito Santo estava sofrendo grave crise institucional nos poderes, com a corrupção, o crime organizado na estrutura do Estado. Foi um período de muita luta, os companheiros do movimento sindical, dos movimentos sociais, a gente se uniu para combater aquele crime organizado que destruiu as estruturas públicas, as finanças do Estado, chegando ao ponto de servidores públicos ficarem três meses sem receber salário. E foi com muita luta que a gente conseguiu fazer esse enfrentamento. Parabenizo a todos os companheiros e companheiras que vêm conduzindo a Central Única dos Trabalhadores aqui no Espírito Santo. A luta é eterna, mas nós nunca desistiremos”, comenta Haylson.

Apesar de atualmente desfiliado à CUT, a atual diretoria do Sindipúblicos tem retomado o diálogo, unindo forças à CUT, bem como demais entidades sindicais, na luta pelos servidores públicos. Com essa nova visão de fortalecimento da luta sindical, da união de classes para conquista e ampliação dos direitos, o Sindicato estará presente como observador no próximo Congresso Estadual da CUT-ES (CECUT) sendo representado pelos dirigentes Renata Setúbal, Iran Caetano, Rodolfo de Melo e o assessor sindical André Carvalho. 
Passado e futuro
Em conversa com nossa equipe, a atual presidenta da CUT-ES, Clemilde Cortes Pereira, fez um balanço desses 40 anos. “A CUT desempenhou e desempenha, e continuará desempenhando, um papel fundamental na vida dos trabalhadores e das trabalhadoras desse país. Nós passamos por um tsunami no país, onde estava, no governo federal, um genocida, que descredibiliza o que era público para vender a preço de banana, não valorizou a vida, negacionista. E somente com o envolvimento da classe trabalhadora é que conseguimos superar esse momento de retirada de direitos. Direitos que levamos tantos anos para conquistar. Muitos companheiros e companheiras tombaram para garantirmos que tivéssemos esses direitos. E, em quatro ou seis anos, uma política nefasta destruiu esses direitos. E aprendemos a conjugar o verbo esperançar. E nós aprendemos a conjugar esse verbo com unidade, unidade da CUT, com as outras centrais, com os movimentos sociais, para a gente ganhar, retomar um projeto em defesa da vida, em defesa da democracia neste país. E é com muito otimismo que a gente comemora esses 40 anos.” 
Clemildes ainda lembra dos avanços dentro da própria organização sindical. “Sou a primeira presidenta eleita em um Congresso. Tivemos duas outras mulheres, Erineuza, que entrou quando Martim Covre saiu para a vereança, e a Noêmia Simonacci quando Nunes saiu para ser deputado estadual. Nós conquistamos ao longo desses 40 anos muitos direitos na unidade, na luta com todos os trabalhadores e trabalhadoras com os nossos sindicatos filiados ou não, porque muitos sindicatos apesar de não filiados à CUT, fazem a luta dos trabalhadores e das trabalhadoras também. É um privilégio estar à frente dessa Central e eu só sou quem eu sou porque quem me construiu foi os trabalhadores e as trabalhadoras. Parabéns, CUT”.

 

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