

Na terça-feira, 13 de setembro, o Sindipúblicos entregou ao governador Renato Casagrande a pauta aprovada no VII Congresso do Sindipúblicos.
Na ocasião, foi reforçado que qualquer discurso de valorização dos servidores e melhoria do serviço público prestado aos capixabas precisa ter como um dos aspectos tratados a retomada do poder de compra dos servidores (as) e recomposição das perdas salariais do funcionalismo.
Nos últimos 20 anos, os servidores públicos do Espírito Santo amargaram 53,28% de perdas salariais. Os dados apurados mês a mês de fevereiro de 2002 a agosto de 2022 constam no estudo feito pelo escritório capixaba do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-ES). A tabela com os números do estudo pode ser consultada aqui.
Somente nesta gestão, desde a posse de Casagrande em janeiro de 2019, foram 12,77% de perdas inflacionárias, mais aumento de 3% no desconto a título de alíquota previdenciária, totalizando 15,77% na diminuição do poder de compra do servidor.
Esses dados não consideram a reestruturação de carreiras do executivo – que o Governo do Estado tem chamado de reajuste, mas se trata tão somente de antecipação da progressão na carreira para diminuir a diferença salarial entre a entrada do servidor no serviço público e sua aposentadoria.
Essa antecipação foi pensada para aumentar o recolhimento das parcelas previdenciárias pagas pelo servidor no início da carreira, não podendo ser confundido com o reajuste linear, que neste ano foi de 6%.
Tanto é verdade, que a antecipação chamada de aumento pelo governo não foi aplicada a todos os servidores, decai conforme o tempo que a pessoa tem no funcionalismo e não impacta, de maneira nenhuma, nos proventos de aposentadoria. Por isso, o Sindipúblicos reforça a necessidade de aumento real para todos os servidores. Sem isso, não é possível falar em valorização nem em prestação adequada de serviço público.
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