


Na tarde da última sexta-feira, 22 de janeiro, a nova diretoria do Sindipúblicos esteve reunida com o Coordenador do Comitê Gestor de Carreiras e Relações Sindicais, Robson Leite, para discutir as demandas dos servidores estaduais.
Para a direção do Sindipúblicos, o Comitê precisa ser um espaço de diálogo permanente, inclusive quanto a política de relação entre os gestores e as entidades representativas dos servidores, estabelecendo soluções objetivas dos problemas que atingem os trabalhadores.
Apesar de insistir no discurso da falta de recursos, Robson Leite sinalizou a possibilidade do governo em negociar pautas que não tenham impacto financeiro.
Entre essas pautas, estão a revisão das leis 637 e 640/2014 que tratam, respectivamente, da Política de Gestão de Pessoas e critérios para promoções das carreiras públicas dos servidores; regulamentação de escalas e banco de horas, entre outras.
Os dirigentes sindicais também cobraram a necessidade do governo assegurar o diálogo permanente e democrático nas autarquias, secretarias e demais entes públicos, já que em alguns setores isso não tem sido respeitado, prejudicando o relacionamento interpessoal dos gestores e servidores. Nesse ponto, Robson enfatizou que em casos de denúncias de assédio moral o Comitê está aberto a acatar as demandas e intermediar soluções e que o governo não compactua com essa prática.
Quanto a pauta econômica: auxílio-alimentação e revisão geral anual, o representante do governo voltou a insistir no discurso da crise, destacou que a equipe econômica tem trabalhado para recuperar a capacidade financeira do Estado e que no início de abril a cúpula de governo estará reunida para avaliar os primeiros meses de 2016.
Durante a reunião, o Sindicato reafirmou sua crítica à gestão dos recursos públicos do governo Hartung em continuar a privilegiar grandes empresas, mantendo verbas milionárias para um seleto grupo de empresários, como os R$ 73 milhões destinados à propaganda; dentre outros privilégios como a manutenção de renúncias fiscais que faz com que o Estado perca bilhões em impostos; além da conivência da Fazenda Estadual na cobrança dos sonegadores, com um programa que acaba por beneficiar o empresariado que não paga impostos e renegocia depois sua dívida em parcelas “à perder de vista” e ainda sem juros.
Para o Sindipúblicos, não existe uma crise financeira no Espírito Santo, mas sim uma crise ética e moral, com verbas milionárias sendo retiradas da população. E que enquanto o governo não atender as demandas da sociedade, continuaremos mobilizando os seguimentos organizados em defesa das políticas públicas e valorização do funcionalismo.