

O Sindipúblicos reiterou à Seger, no último dia 23 de fevereiro, uma antiga pauta de reivindicação que é o reajuste do auxílio-alimentação concedido aos servidores públicos do Executivo. Desde 1997 o valor é de R$ 132,00 para os servidores com carga horária de 30 horas e de R$ 176,00 para os que laboram 40 horas, sendo insuficiente para a alimentação diária dos trabalhadores.
O auxílio alimentação hoje deve ser, no mínimo, atualizado pelo indice do IGP-M/FGV (Índice Geral de Preços do Mercado) acumulado durante todos esses anos, chegando-se assim ao valor mínimo de R$ 666,22.
“Tivemos uma perda significativa do poder de compra. Entendemos que o trabalhador necessita de uma alimentação de qualidade e balanceada para desempenhar suas tarefas, mas com esse valor não é possível” reforça Gerson Correia de Jesus, presidente do Sindipúblicos.
“Enquanto os servidores públicos do Executivo recebem esses valores tão baixos, os servidores do Legislativo, Judiciário e Ministério Público (que é do Poder Executivo) recebem a partir de R$ 800,00 para alimentação. Todos necessitam se alimentar bem, valores diferenciados para os servidores é o pior tipo de discriminação, o mais vil tratamento que um ser humano possa ter” destaca Rodrigo da Rocha Rodrigues, diretor do Sindipúblicos.
O posicionamento do Sindicato é de que todos os servidores públicos, tanto os que recebem por subsídio, ou por vencimentos, tenham direito ao auxílio-alimentação digno. A Seger já acatou a reivindicação do Sindipúblicos e aguarda um posicionamento do Conselho da PGE.