Após queda de reboco, alagamento interdita salas do IPAJM

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Nem se passou uma semana do último sinistro ocorrido no prédio do IPAJM e os servidores foram surpreendidos por mais um incidente. Desta vez, um grande vazamento, ocasionado por erros durante a limpeza na caixa d’água, causou a interdição das salas do segundo andar do prédio jurídico.

As salas foram inundadas, danificando processos, mobiliário e até mesmo o piso. “Mais uma vez demos sorte não ter ferido ninguém. Como foi durante o final de semana, quando chegamos para trabalhar encontramos o local todo alagado” comentou um servidor.

Na última quarta-feira (20), por volta das 11h, parte da marquise do prédio do IPAJM caiu causando um rasgo na cobertura feita de zinco, anexa à sala da presidência. Os pedaços pesam em torno de 3 quilos e cairam de uma altura de mais de 10 metros.

Na próxima segunda-feira (04), às 13h, os servidores do IPAJM estarão reunidos em assembleia para deliberarem sobre os últimos acontecimentos. Também irão discutir o andamento das negociações sobre o auxílio-alimentação e o Plano de Carreira do Instituto.

Os servidores estão aliviados pelo reboco não ter caído em cima de alguém, já que o local é de grande circulação, mas estão apreensivos e com medo de novos incidentes. Todos os três prédios do IPAJM apresentam problemas, como grandes rachaduras, vazamentos, goteiras, fiação exposta entre outros que colocam em risco a vida dos servidores.

“O prédio está em decomposição. A situação é caótica. Rezo sempre antes de vir trabalhar. Reconhecemos o empenho da presidência, mas estamos colocando nossas vidas em risco neste lugar. Em nossa opinião, todo o prédio já deveria ter sido interditado. Qualquer um vê isso. Se fosse um prédio privado já teriam interditado. Esperamos não acontecer mais nada grave até a mudança”, desabafa um servidor.

José Elias Marçal, presidente do IPAJM conversou com nossa equipe de reportagem e reafirmou a preocupação e o empenho em desocupar com urgência o atual prédio. “Estamos sim muito preocupados. O governador já deu prioridade para a mudança. No momento da queda do reboco, eu estava no prédio que já está sendo adaptado para abrigar temporariamente o IPAJM. Imediatamente acionei o IOPES que vistoriou a atual sede e reafirmou a necessidade de demolição dos atuais prédios do IPAJM. Os bombeiros também condenaram, mas garantiram que não corre risco de desabar. Já interditamos o local do acidente e solicitamos um reparo imediato ao IOPES que está providenciando uma rede de amparo para evitar que novas quedas do reboco possam vir atingir alguém”.

Quanto ao alagamento no prédio do jurídico, o presidente reforçou que “devido aos últimos acontecimentos, já solicitamos uma manutenção imediata em todos os prédios. Será feita uma varredura e correção de todos os pontos críticos”.

Sobre a mudança para o novo prédio, Marçal adiantou que depende dos proprietários finalizarem as adequações técnicas solicitadas pela Prefeitura de Vitória e Bombeiros. “Estamos cobrando do proprietário agilidade nessas adequações e na apresentação das documentações. Vamos também abrir uma nova chamada pública para que a sociedade possa ofertar algum prédio que nos atenda. Quem oferecer as melhores condições em menor tempo, faremos a avaliação e mudamos. Estamos trabalhando para que todo esse processo de mudança ocorra até abril. Precisamos oferecer total conforto e segurança para todos que circulam pelo Instituto”.

Quanto a uma sede própria, Marçal adiantou que o Iopes já está estudando o projeto. “Visitaram o Paraná Previdência, considerado modelo na área, e começaram a planejar como poderíamos ter uma estrutura semelhante. Imediatamente após nossa saída, os três prédios serão demolidos e terão início as obras de uma nova sede própria no mesmo local, que deverá ser construída em três anos. Estamos em uma região de fácil acesso e com terreno próprio, não justificaria sairmos daqui.”

Histórico

A situação de degradação dos prédios do IPAJM não é nova. O Sindipúblicos desde 2007 alerta às autoridades competentes para que tomem providências. Em 20 de setembro de 2012, um novo ofício foi enviado ao Comando Geral do Corpo de Bombeiros Militar do Espírito Santo reforçando as denúncias anteriores.

“Garantir segurança e integridade física aos servidores é dever do Estado. E não é apenas o IPAJM que está em situação de risco. Os servidores colocam suas vidas em risco ao atuar em diversos prédios do Estado que não oferecem a mínima condição. Um fato como o da última semana é inaceitável, demos sorte de ninguém ter ferido, mas poderia ter ocorrido até mesmo uma morte devido ao tamanho do reboco e a altura de onde caiu. Continuaremos lutando e exigindo que esse quadro seja revertido imediatamente” destaca Gerson Correia de Jesus, presidente do Sindipúblicos.

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