Sindicato cobra solução para a transição dos servidores da RTV para Fundação Carmélia Maria de Souza em reunião com a Seger

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Sindicato pressiona governo a cumprir compromissos assumidos há mais de dois anos, entre eles a realização de concurso público e a isonomia salarial dos profissionais da emissora.

A direção do Sindipúblicos representada pela presidenta Renata Setúbal e pelo diretor Rodolfo de Melo, e os servidores da RTV, representados pelo delegado sindical Marco Nascimento e pelo diretor do Sindipúblicos André dos Santos, se reuniram nesta terça-feira (1º de setembro) com a assessora especial de relações sindicais da Secretaria de Estado de Gestão e Recursos Humanos (Seger), Bárbara Caniçali, para apresentar a pauta da categoria. 

Na reunião, os servidores levaram as principais demandas da categoria, que segue aguardando definição sobre a transição da RTV para a Fundação Carmélia Maria de Souza.

Demandas apresentadas

Entre os pontos levantados pelos servidores estão:

  • Assédio moral, com relatos de profissionais afastados de funções que sempre exerceram, em favor de uma preferência da direção por profissionais já vinculados à Fundação;
  • Etarismo na condução do processo de transição;
  • Não pagamento das progressões lineares devidas desde 2020 a alguns servidores.
  • Falta de transparência e diálogo, inclusive sobre as possibilidades de atuação dos atuais servidores quando a RTV for extinta e totalmente transformada em Fundação.

Os representantes dos servidores e do Sindicato também destacaram que o governo ainda não cumpriu o compromisso de abrir concurso público e de corrigir a remuneração dos atuais profissionais da RTV, hoje muito abaixo da média de mercado.

“Passados mais de dois anos, nada se resolveu”

Renata Setúbal, presidenta do Sindipúblicos, lembra que a promessa de resolver a questão salarial foi feita ainda durante as negociações com a antiga direção da RTV:

“À época, houve toda uma negociação com a direção da RTV, e o combinado era que essas demandas — entre elas a falta de concurso, nunca realizado nessas emissoras históricas — fossem resolvidas na migração para a Fundação. Os profissionais que fizeram e fazem a RTV durante anos, com baixos salários, especialmente na área técnica, teriam a defasagem salarial corrigida, com isonomia em relação aos que chegassem via Fundação. Passados mais de dois anos, nada se resolveu.”

Próximos passos

Diante das demandas apresentadas, a assessora da Seger se comprometeu a agendar uma reunião com a direção da emissora para tratar dos pontos levantados e, na sequência, retornar aos servidores com uma resposta.

Sobre a transição, foi informado que a RTV já teria elaborado um escopo de lei de transição, mas que o texto ainda depende de análises e encaminhamentos para avançar.

 

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Texto: Douglas Dantas Foto: Nayana Yara