

O Sindipúblicos encaminhou nesta quinta-feira (5) um ofício ao governador Renato Casagrande cobrando resposta quanto à pauta da categoria apresentada ainda em setembro de 2022 durante reunião com o então candidato à reeleição e por meio de documentos protocolados. No entanto, até o presente momento, a Seger nem a governadoria oficializou o Sindipúblicos quanto as demandas dos servidores.
Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos anuncia estar preparando o lançamento de uma forte campanha salarial. “Vamos continuar organizados e mobilizados para cobrar que os compromissos de campanha assumidos pelo governador sejam cumpridos”.
Ainda complementa sobre a importância da mobilização da categoria para avançar na pauta junto ao governo. “Nossa meta é mobilizar a categoria para fazer os processos de pressão que a gente considera importantes. Viemos construindo essa campanha desde o ano passado e não vamos abrir mão dos processos de mobilização e pressão.”
No recente ofício, o Sindipúblicos destaca as perdas acumuladas pelos servidores estaduais. “Junto ao Plano de Lutas, foi anexado levantamento – apurado mês a mês – do escritório capixaba do Departamento Intersindical de Estatística e Estudos Socioeconômicos (DIEESE-ES), que mostra que nos últimos 20 anos os servidores públicos do Espírito Santo amargaram 53,28% de perdas salariais”.
O documento ainda rememora ao governador quanto “a atualização dos valores pagos a título de auxílio-alimentação e de diárias; realização de concursos públicos; pagamento de precatórios; diminuição de diferenças salariais entre os níveis de carreiras; celeridade na aposentadoria dos servidores atingidos pela inconstitucionalidade da Lei Complementar 187/2000; tratamento adequado e justo para as carreiras colocadas em vacância pelo executivo e excluídas dos projetos de reestruturação; construção de políticas públicas voltadas para aposentados, entre outros pontos”.
Destaca também que durante a reunião, Casagrande “assumiu compromisso com pautas importantes para os servidores públicos e afirmou que será mantida uma mesa de negociação permanente a partir deste ano de 2023.”
Ao final do ofício, o Sindicato cobra do governo:
1) A instalação da mesa permanente de negociação, cuja criação foi sinalizada pelo Governador do Estado;
2) A apresentação dos estudos feitos pela Seger acerca de reajuste de auxílio-alimentação e das soluções possíveis para os servidores não contemplados pela reestruturação de carreiras do executivo; e
3) Resposta aos pleitos que compõem o Plano de Lutas, aprovado pelos servidores representados por este Sindipúblicos e já apresentado ao Governo do Estado.
Clique aqui ou confira abaixo o documento na íntegra:
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