

Apesar do aval do governador, Seger não apresenta projeto de reestruturação das carreiras extintas e/ou em vacância. Servidores também denunciam ‘jabutis’ da Seger.
Servidores públicos estaduais realizaram uma manifestação em frente ao Ed. Fábio Ruschi, sede da Seger, para cobrar a reestruturação das carreiras extintas e/em vacância conforme acordado junto ao governador Casagrande ainda em 2002.
O presidente do Sindipúblicos Iran Caetano cobra sensibilidade e respeito por parte da Seger e do Governo. “São servidores que possuem uma remuneração baixa, muitos aposentados ou prestes a se aposentarem. Não dá para aceitar tamanha injustiça com esses profissionais que deram sua vida pelo estado e agora estão sendo ignorados pela Seger”.
A reestruturação de praticamente todas as demais carreiras ativas no Estado já foi realizada, ficando poucos cargos sem serem contemplados, como os que estão extintos e/ou em vacância.
Os servidores ainda denunciam que além do secretário Marcelo Calmon não dar andamento e celeridade na reestruturação das carreiras extintas e/ou em vacância, ainda incluiu vários ‘jabutis’ tentando prejudicar os servidores.
Dentre esses pode-se citar, o não respeito à Lei de Cotas nos concursos públicos estaduais; não apresentou as minutas dos projetos de lei do carreirão (reestruturação das carreiras no geral); propôs o fim do 13° terceiro auxílio-alimentação; reduziu o valor da meia diária para menos da metade do valor; excluiu os agentes de suporte educacional do reajuste da educação, contrariando a legislação do Fundeb; tá com o projeto da reestruturação das carreiras extintas e/ou em vacância engavetado e ainda terceirizou mais de mil servidores do estado.
Em reunião nesta segunda-feira (21), o secretário chegou inclusive a desrespeitar os servidores DT’s que serão terceirizados, insinuando que muitos não realizam as atividades demandadas.
“Temos pessoas muito qualificadas ocupando essas vagas. Mas na hora da prática, a gente que vive a rotina, essas pessoas não estão alinhadas com esses propósitos. Querem o emprego público, mas acaba na hora da atuação, [entregando] um trabalho que não é efetivado dessa forma”.
Por tudo isso, os servidores querem uma solução! O Governo precisa respeitar os servidores públicos, garantindo a reestruturação das carreiras e também avançar na pauta da categoria.
“Se a Seger e o Governo não nos atenderem, vamos onde o governador estiver. Não vamos nos calar e estaremos reforçando a luta por esses servidores. Basta de desrespeito”, avisa Renata Setúbal, diretora de assuntos jurídicos.