Servidores fazem “enterro” dos serviços públicos em terceiro dia de Apagão no ES

Contrariando compromisso firmado com os servidores, governo faz represália ao Apagão
17 de setembro de 2015
Apagão dos Serviços Públicos chega ao último dia de Assembleias Setoriais
18 de setembro de 2015

12004799_880779091977053_1687292545397072236_nNo terceiro dia de Assembleias Setoriais, o funcionalismo estadual fez um “enterro” dos serviços públicos durante o ato de encerramento do dia de manifestações, nesta quinta-feira, 17 de setembro. Um caixão foi levado para a porta do Tribunal de Justiça do Estado (TJ-ES), na Enseada do Suá, em Vitória, em alusão à “morte” dos serviços públicos capixabas, que foram abandonados pelo governador Hartung.12004768_880781601976802_8437574862599225502_n

Pela manhã, os servidores se concentraram nos seus respectivos locais de trabalho, onde pregaram cartazes e fizeram apitaço, numa forma de alertar à população capixaba sobre os motivos do Apagão de Todos os Serviços Públicos Estaduais. Os servidores lutam contra o sucateamento dos serviços públicos e buscam a negociação com o governo para a pauta unificada de reivindicações: a recomposição das perdas salariais dos últimos doze meses, o estabelecimento de uma data base, o pagamento imediato do auxílio alimentação e a criação de uma mesa permanente de negociação com o governo.

“Marmitas”
12036381_880774511977511_6022003093117037170_nA partir das 14 horas, os servidores públicos se reuniram para o grande ato de encerramento do dia, desta vez, realizado em frente ao TJ-ES. A escadaria do Tribunal deu lugar a marmitas de chuchus, uma forma de demostrar o que o governador Hartung tem ofertado ao povo e os servidores do Espírito Santo.

Os servidores do Judiciário lutam contra o enfraquecimento da Justiça e a imoralidade dos juízes, que acumulam benesses enquanto os servidores lutam pela recomposição das perdas salariais. Após o ato, que lotou a entrada do TJ, a categoria seguiu para os acessos da Terceira Ponte, em Vitória, onde a população recebeu sacolas com chuchus.

# ponte
A manifestação do terceiro dia do Apagão contou com a participação de servidores de diversos, autarquias e secretarias estaduais. “O que vemos no governo de Hartung é ingerência, acordos políticos e benesses para o empresariado. Nossa manifestação é também para chamar atenção da população para o caos que é esse governo. Somente assim vamos conseguir pressionar Hartung a abrir as negociações”, declarou um servidor do Ipem.

Uma das principais reivindicações da categoria é reposição das perdas dos últimos 12 meses. “Se não lutarmos por nossos direitos, nossas perdas serão ainda maiores. Queremos apenas que Hartung conceda o que é nosso por direito”, disse uma servidora da Saúde durante a manifestação.

O Apagão, que integra a campanha “Hartung, esse abraço eu não quero” é organizado pelo Fórum das Entidades dos Servidores Públicos do Espírito Santo (Fespes) e acontece nestes dias 15, 16, 17 e 18 de setembro. No encerramento dos movimentos, nesta sexta-feira (18), após reunião em Assembleias Setoriais, os servidores voltam para as ruas. O último ato do Apagão acontece a partir das 14 horas na Avenida Nossa Senhora da Penha (Reta da Penha), na altura do cruzamento com a Avenida Maruípe.

Sem título

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Apagão

O termo “Apagão”, da campanha publicitária do Fespes, faz alusão ao termo utilizado pelo próprio governador – inclusive em entrevista à imprensa. Ao falar da suposta crise financeira pela qual a atual gestão garante que passam os cofres estaduais, Hartung afirmou que os serviços públicos poderiam passar por um “apagão” caso os cortes nas verbas não fossem feitos.

Do mesmo modo, a campanha “Hartung, esse abraço eu não quero” refere-se ao abraço pedido pelo governador ao povo capixaba durante a campanha eleitoral. Afinal, após eleito, o governador tem dado um “abraço” muito mais espinhoso na população, com cortes nas verbas de áreas essenciais, como saúde, educação e segurança.