Servidores do Incaper suspendem greve após 27 dias de paralisação, mas mantém mobilizações

Contratações ilegais no IASES colocam em risco adolescentes e a sociedade capixaba
27 de junho de 2016
Governo Hartung fecha contratos com empresa acusada de fraudar licitação de R$ 5 milhões
28 de junho de 2016

1bd0cad2-6d9a-4417-a904-dcf5db1394dd

Os servidores do Incaper suspenderam a greve na tarde desta segunda-feira, 27 de junho, mas definiram por manter as assembleias periódicas para acompanhar a negociação com o governo Hartung.

Em audiência de mediação realizada na última sexta-feira, 24 de junho, no Ministério Público do Trabalho, a direção do Incaper apresentou a proposta de instalar a Comissão para a revisão do Plano de Cargos e Salários e concluir os trabalhos de revisão do PCS em 90 dias, e realizar a licitação para a compra de equipamentos de proteção individual – EPI . Foi reafirmado ainda a manutenção das propostas enviadas no dia 31 de maio, como a democratização das decisões do Incaper.

Os presentes na assembleia desta segunda-feira solicitaram que a comissão que irá tratar da revisão do Plano de Cargos e Salários apresente a proposta de criação da quarta classe para as carreiras que possuem apenas três.

Foi definida ainda a criação de uma comissão paritária para a discussão da reestruturação administrativa, bem como a garantia da aplicação dos pontos já acordados.

Também deliberaram que, enquanto perdurar a negociação com o governo, irão continuar mobilizados realizando ações em conjunto com organizações sociais, sindicatos, principalmente nas pautas pelo fortalecimento do serviço público de assistência técnica e extensão rural.

O Sindipúblicos está a frente de todas as negociações com o governo e o MPT e está encaminhando outros pautas como é o caso do Detran e do Ipajm. Há de se destacar que não existe governo acima da Constituição Federal, da legalidade e da moralidade administrativa. E negociar com governantes que buscam apenas pagar suas contas de campanhas, sucateando os serviços públicos, mas garantindo contratos à empresas privadas, não é fácil. Mas os servidores e a sociedade do Estado do Espírito Santo não vão pagar a conta da corrupção.