Servidores do IDAF entram em greve por tempo indeterminado

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Os servidores do Instituto de Defesa Agropecuária e Florestal do Espírito Santo – IDAF entraram em greve nesta quinta-feira (02) por tempo indeterminado. O movimento atinge diversas unidades do Instituto, inclusive no interior do Espírito Santo, afetando diretamente alguns setores como a Fiscalização Florestal e o Licenciamento Ambiental.

Os servidores também estarão intensificando a fiscalização, reforçando à sociedade a importância do trabalho do IDAF para a defesa sanitária e bem estar da população.

O motivo da deflagração da greve se deu em razão de os trabalhadores avaliarem que as respostas do governo Casagrande às reivindicações são evasivas e não contemplam aos anseios da categoria. “Não estamos sendo respeitados. As atribuições dos nossos cargos não atendem a demanda do Instituto, não só o servidor, mas a sociedade também será atingida se aprovarem essa proposta. Queremos respeito e diálogo com o governo” defende um servidor.

O Instituto é responsável pela execução da política agrária do Estado no que se refere às terras públicas, pela execução da política cartográfica e pela execução da política de defesa sanitária das atividades agropecuárias, florestais, pesqueiras, dos recursos hídricos e solos bem como pela administração dos remanescentes florestais da mata atlântica, demais formas de vegetação existentes e da fauna no território do Estado do Espírito Santo.

O Sindipúblicos reforça que o movimento grevista está pautado na Lei 7.311/2002, observando os prazos legais e garantindo um percentual mínimo de 30% (trinta por cento) da prestação de serviço à comunidade, sendo respeitada a manutenção reduzida da jornada de trabalho dentro dos limites legais.

Os servidores reivindicam:
1) Regulamentação da LC46 no que tange à insalubridade, periculosidade e penosidade;

2) Enquadramento dos servidores sob a modalidade vencimentos no subsídio, levando-se em consideração o tempo de serviço no sistema agrícola estadual, tanto para promoção quanto para progressão;

3) Concurso público imediato para provimento de cargos de nível médio administrativo;

4) Correção salarial retroativa a julho de 2012 e não apenas a janeiro de 2013;

5) Transformação da carreira de Analista em Desenvolvimento Agropecuário para Fiscal Estadual Agropecuário – nível superior, em relação aos profissionais engenheiro agrônomo, engenheiro florestal, engenheiro de alimentos, médico veterinário, que realizam a atividade de fiscalização do Idaf, com salário inicial de R$ 7.548,19;

6) Transformação da carreira de tecnólogo em Desenvolvimento Agropecuário para Fiscal Estadual Agropecuário – nível tecnólogo, em relação aos profissionais tecnólogos, que realizam a atividade de fiscalização do Idaf, com salário inicial R$ 6.264,99;

7) Transformação da carreira de Técnico em Desenvolvimento Agropecuário para Fiscal Estadual Agropecuário – nível técnico, em relação aos profissionais técnicos agrícolas, que realizam a atividade de fiscalização do Idaf, com salário inicial de R$ 5.283,73;

8) Aumento salarial para o Analista em Desenvolvimento Agropecuário (que não se enquadram no cargo de Fiscal Estadual Agropecuário – nível superior) bem como para o Analista Organizacional equivalente ao concedido para DER/Iopes e Seger, com salário inicial de R$ 5.400,00;

9) Enquadramento de promoção por título a partir da data em que for apresentada a titulação do servidor, no período de transição, ou seja, nos casos em que o servidor já iniciou o curso;

10) Enquadramento na primeira promoção por título, no período de transição, na forma da proposta apresentada pelo governo, considerando, no entanto, qualquer curso, ainda que não seja na área afim, ou seja, nos casos em que o servidor já iniciou o curso, conforme a regra atual.