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Na tarde da última quinta-feira, 04 de fevereiro, os servidores do Detran lotaram o auditório da Autarquia durante assembleia geral da categoria para deliberar sobre Plano de Cargos e Salários (PCS), fragilidade do sistema biométrico, entre outros assuntos.

Também foram discutidos sobre a alta rotatividade nos cargos comissionados, inclusive de Diretor Geral (só este ano
foram cinco) e a falta de comprometimento dos gestores no andamento das ações já encaminhadas anteriormente, com desmarcações constantes de reuniões agendadas, conforme já denunciado pelo Sindicato.

Também foram objetos de ampla discussão diversas denúncias de irregularidades que vem acontecendo na Autarquia, e que, apesar da insistente cobrança do Sindipúblicos e da Associação dos Servidores do Detran (Asserdes), nenhuma providência é tomada pela direção, até por conta do constante rodízio de chefias.

Com isso, a Assembleia ratificou os encaminhamentos a serem adotados pelas entidades representativas, ou seja, utilizar todos meios jurídicos e políticos para denunciar os problemas que estão ocorrendo no Detran, buscando soluções  nas instâncias competentes, a fim de assegurar a moralidade, ética e transparência para que os servidores tenham condições de prestar um serviço público à sociedade com qualidade.

Sobre a revisão do Plano de Cargos e Salários, a categoria aguarda o início das reuniões de negociações em torno da proposta elaborada pela comissão de servidores, a qual foi encaminhada pelo Sindipúblicos  ao governo em dezembro último. Segundo o Comitê de Gestão das Carreiras, será agendada para a próxima semana a primeira reunião, quando também será estabelecido um cronograma a ser apresentado na próxima semana. A categoria é uma das poucas que ainda não entraram na nova política de gestão de pessoas.

Os servidores também foram informados das ações encaminhadas pelo Sindicato quanto a concessão do auxílio-alimentação e o não reajuste dos salários dos servidores em 2015. A morosidade no julgamento da ação no TJ-ES sobre o auxílio-alimentação, foi denunciada ao Conselho Nacional de Justiça (CNJ). Quanto a não revisão dos salários em 2015, conforme determina a  Constituição Federal, o Sindicato entrou com ação no STF, além de ajuizamento no TJ-ES.

A direção do Sindipúblicos enfatizou que está adotando também como política sindical, denunciar nos organismos nacionais e internacionais (CNJ, OIT etc) todas as medidas governamentais que venham prejudicar a sociedade e os servidores.