

Servidores demonstram insatisfação e reclamam do descaso do governo que não cumpriu o comprometido.
Em Assembleia realizada nesta quinta-feira (13), os servidores públicos com as carreiras extintas na vacância aprovaram uma comissão para reforçar a luta pela reestruturação da categoria.
Conforme informado pela assessora especial de relações sindicais da Seger, Bárbara Caniçali, na última reunião da mesa de negociação permanente, o projeto de reestruturação das carreiras em extinção na vacância já teria sido concluído pela Seger e encaminhado para a Secretaria de Governo realizar as tratativas junto ao governador. No entanto, não foi informado nenhum prazo.
A proposta de reestruturação, elaborada pelos próprios servidores, foi encaminhada pelo Sindipúblicos à Seger há mais de um ano. No entanto, apesar do governador ter se comprometido em resolver a situação durante sua campanha e reafirmado em reunião com a diretoria do Sindipúblicos no início de 2023, até o momento não houve sequer a apresentação da proposta do governo.

Os servidores colocaram a insatisfação quanto a morosidade do governo em resolver a situação que se arrasta há mais de ano. “Precisamos que nosso pleito seja atendido. Temos companheiros que recebem menos de um salário mínimo, precisando que o valor seja complementado dependendo da tabela que está. O governo precisa olhar por nós. Lutamos pelo quadro permanente, pelo concurso. Agora realizaram um novo concurso para os analistas do executivo, mas esqueceram de nós, que atuamos durante anos no quadro permanente”, comentou Hermógenes Piassi.
Para reforçar a luta pela defesa do reenquadramento, foi aprovada uma comissão que terá o apoio do Sindipúblicos para realizar articulações políticas e desenvolver ações de mobilização pela categoria.
“O Sindicato estará sempre na luta, realizando as articulações com demais políticos e autoridades e mobilizações para que o pleito dos Servidores das carreiras extintas na vacância seja atendido. Uma categoria que esteve à frente de várias importantes demandas do Estado precisa ser respeitada e ter uma remuneração digna” finalizou Iran Caetano, presidente do Sindipúblicos.
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