Servidoras levaram demandas de políticas públicas para as mulheres em Marcha das Margaridas

17 de agosto de 2023
Faser e Assin divulgam nota de apoio aos atingidos pela Lei 187/2000
17 de agosto de 2023

Milhares de mulheres lotaram a esplanada na defesa de uma sociedade igualitária

Dentre as milhares de mulheres que estiveram na 7ª Marcha das Margaridas, realizada na manhã desta quarta-feira (16), em Brasília, estiveram as servidoras públicas sindicalizadas do Sindipúblicos. 

A diretora Magna Manoeli, avalia que o ato foi de extrema importância. “O presidente assinou vários decretos [veja abaixo]. A pauta que apresentamos, o movimento, o ato, celebrando as margaridas, foi lembrado pelo presidente Lula que agradeceu a atuação das mulheres e disse que o governo irá atender a pauta encaminhada garantindo recursos e políticas públicas para as mulheres. Foi um ato maravilhoso, surpreendente. Um reconhecimento para nós mulheres brasileiras. Foi muito bom o Sindipúblicos estar presente junto às mulheres de todo país e até representantes internacionais.” 

Além de Magna, também participaram pelo Sindipúblicos a delegada sindical do Detran, Aline Scarabeli Correia; a colaboradora Stephânia Martins; as servidoras aposentadas do Incaper, Marcia Sales e Márcia Vanacor e Marcela Neves, servidora da Seger.

Durante o evento, a ministra das Mulheres, Cida Gonçalves, e o ministro do Desenvolvimento Agrário e Agricultura Familiar do Brasil, Paulo Teixeira, apresentaram propostas a partir das reivindicações entregues pelas Margaridas.

Cida assinou duas portarias, uma para reinstalar o Fórum Nacional de Políticas para as Mulheres Agricultoras do Campo, da Floresta e das Águas, e outra para implementar um fórum de discussão para tratar de questões de mulheres pescadoras, marisqueiras e das águas com o objetivo de definir políticas para o setor.

Outro compromisso firmado pelo ministério é o de colocar em circulação 270 unidades móveis para atender mulheres com profissionais da saúde, delegacias especializadas e outros serviços e uma ouvidoria para monitorar se os serviços têm chegado aos municípios.

“Essa marcha está em Brasília, mas a partir de agora é o governo, o Ministério das Mulheres que marchará até vocês para garantir efetividade de políticas públicas para mulheres que durante seis anos foram abandonadas, estupradas e assassinadas” afirmou a ministra Cida Gonçalves

Reforma agrária

O ministro Paulo Teixeira anunciou a entrega de R$25 milhões e assistência técnica para a prática da agroecologia, com metade do valor destinado às mulheres e o lançamento do programa “Cidadania e Bem Viver”, para retomar o Programa Nacional de Documentação para a Trabalhadora Rural. 

Também anunciou o lançamento do Programa Emergencial de Reforma Agrária destinado a assentar 7,2 mil famílias. “Queremos construir a autonomia econômica das mulheres rurais, mas também queremos que assumam a liderança e a ocupação dos espaços públicos em nosso país”, falou.

Lula quer maior distribuição de renda

O presidente Lula encerrou a atividade com um balanço dos sete primeiros meses de governo e exaltou a retomada de políticas públicas abandonadas pela gestão Bolsonaro. Anunciou no novo Plano Safra, que será o maior da história e disponibilizará R$ 410 bilhões em investimentos, destacou ainda a linha de crédito exclusiva para mulheres no Programa de Fortalecimento da Agricultura Familiar (Pronaf), a oferta de condições especiais de acesso a recursos para mulheres quilombolas e assentadas e outras medidas que refletem, conforme apontou, o compromisso dele com todo o país.

“Os poderosos, os fascistas, os golpistas podem matar uma, duas ou três margaridas, mas jamais resistirão à chegada da primavera. A vinda de vocês demonstra que só pensa em dar golpe nos dias de hoje quem não conhece a capacidade de lutas de homens e mulheres desse país” afirmou o presidente Lula. 

Heroína da Pátria

A manifestação com mais de 100 mil trabalhadoras que deixaram o Pavilhão de Exposições do Parque da Cidade, onde estavam acampadas, logo no início da manhã, rumo à Esplanada dos Ministério, foi fundamental para que o Senado aprovasse, nesta quarta (17), a inclusão de Margarida Alves no Livro dos Heróis e Heroínas da Pátria (PLC 63/2018). Inspiração para o ato, a líder sindical paraibana foi assassinada em 1983 aos 50 anos de idade por pistoleiros na porta de casa.

Implementação

“A Marcha das Margaridas é a expressão dessa luta, que é semelhante no mundo todo: contra a violência política, violência doméstica, violência sexual, contra o feminicídio. Aqui, em Brasília, hoje, somos mais de 150 mil lutando, deixando a nossa voz, a nossa pauta, da independência financeira, do crédito, da terra, do emprego descente”, disse.

“Os anúncios de hoje nos enchem de esperança e vamos cobrar agora que tudo isso seja colocado em prática”, conclui a Secretária da Mulher Trabalhadora da CUT, Juneia Batista.

Fortaleça sua Entidade Sindical. Filie-se ao Sindipúblicos!

The gallery was not found!