Seminário de combate ao racismo religioso discute impactos climáticos sobre povos tradicionais

Alimentos mais baratos e remédios sem impostos. Entenda a reforma tributária 
21 de janeiro de 2025
Legado sindical de Padre Gabriel será celebrado nesta quinta (23) 
23 de janeiro de 2025

Na última terça-feira (21), Dia Nacional de Combate à Intolerância Religiosa, a Secretaria de Direitos Humanos (SEDH) do Espírito Santo, por meio da Gerência de Políticas de Promoção da Igualdade Racial (GEPIR), inaugurou a Semana Estadual de Combate à Intolerância Religiosa com a realização do V Seminário Estadual de Combate à Intolerância Religiosa. O evento aconteceu no HUB ES+, em Vitória, e reuniu líderes religiosos, representantes de povos tradicionais e ativistas para debater o tema “Os impactos das mudanças climáticas para os povos tradicionais”.

O Sindipúblicos esteve representado pela diretora Emmanuelle de Oliveira, que destacou a importância da discussão no âmbito do serviço público: “Nossas crenças e tradições precisam ser conhecidas, divulgadas, valorizadas e, principalmente, respeitadas. Precisamos ter a liberdade de sermos quem somos, sem preconceitos, inclusive nos nossos locais de trabalho. Eventos como esses são fundamentais para informar a sociedade e para estabelecer políticas públicas que promovam o respeito e a inclusão.”

Entre as críticas, destacou-se a permanência de Felipe Rigoni na Seama. Os participantes levantaram preocupações sobre as políticas ambientais do Estado, argumentando que elas contrariam os princípios de preservação e colocam as comunidades tradicionais em risco.

Uma semana de reflexões e debates

A programação segue até 30 de janeiro, com eventos em diferentes municípios do estado. No dia 25, será realizado o II Seminário Estadual de Combate ao Racismo Religioso, no Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, em Cachoeiro de Itapemirim. Já no dia 30, Vila Velha receberá o I Seminário Metropolitano de Combate à Intolerância Religiosa, no Barracão da Mãe Simone de Iemanjá.

No evento de abertura, a militante Mãe Iara destacou a importância de incluir a juventude na luta contra o racismo e a intolerância religiosa. “Durante longos anos, temos discutido essas questões, mas é essencial trazer novos rostos e engajar os jovens. Eles são a continuidade dessa resistência. Um dia seremos ancestrais, e a luta precisa continuar”, afirmou. Ela também reforçou que a luta contra o racismo religioso é histórica e deve ser mantida com vigor. “Estamos enfrentando esses crimes há séculos. Precisamos mobilizar nossa juventude para que essa resistência se perpetue”.

Pai Marcos, representante do Fórum dos Povos Tradicionais de Matriz Africana, ressaltou a necessidade de substituir a ideia de “tolerância” pelo conceito de “respeito”. “Nós, que praticamos religiões de matriz africana, enfrentamos racismo diariamente. Não queremos tolerância, queremos respeito. É preciso que todos entendam que somos parte desta sociedade e merecemos o mesmo reconhecimento”, pontuou. Ele também destacou o impacto do racismo ambiental, apontando que as comunidades tradicionais são frequentemente marginalizadas em questões relacionadas ao meio ambiente.

Ação governamental e mobilização social

A secretária de Direitos Humanos, Nara Borgo, reforçou o compromisso do governo em enfrentar o racismo institucional e apoiar os movimentos sociais. “Esta luta não é apenas do movimento social; é também uma responsabilidade do Estado. Precisamos discutir o racismo nas instituições e garantir que nossas políticas sejam inclusivas e respeitosas”, afirmou. Nara também destacou a importância de ampliar o debate para a Assembleia Legislativa e as Câmaras Municipais.

Felipe Lemos, um dos participantes, chamou atenção para o papel político dos praticantes de religiões de matriz africana. “Ser integrante de um terreiro hoje é um ato político. Precisamos pensar em quem colocamos para nos representar e lutar para que nossos territórios sejam respeitados. Isso vai além da religiosidade, é sobre resistência e sobrevivência”, afirmou. Ele também destacou a necessidade de proteger as práticas tradicionais e combater o embranquecimento das religiões de matriz africana.

Programação completa

21/01 (terça-feira): V Seminário Estadual de Combate à Intolerância Religiosa

Tema: Os impactos das mudanças climáticas para os povos tradicionais

Horário: 14h

Local: HUB ES+, Praça Costa Pereira, Vitória

25/01 (sábado): II Seminário Estadual de Combate ao Racismo Religioso

Horário: 9h

Local: Espaço Cultural Zumbi dos Palmares, Cachoeiro de Itapemirim

30/01 (quinta-feira): I Seminário Metropolitano de Combate à Intolerância Religiosa

Horário: 14h

Local: Barracão da Mãe Simone de Iemanjá, Vila Velha

 

 

 

 

Fortaleça sua Entidade Sindical. Filie-se ao Sindipúblicos!